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Lua do Veado: entenda a origem do nome da Lua Cheia que marcou o céu de julho

Publicado em 29/07/2026 às 23:01 Por Redação
Foto: Reprodução/ YouTube
Foto: Reprodução/ YouTube
A Lua do Veado, nome tradicional dado à Lua Cheia de julho, foi observada no Brasil nesta quarta-feira (29). O fenômeno recebeu essa denominação por uma relação cultural com o ciclo dos veados machos no Hemisfério Norte, período em que os animais começam a desenvolver novos chifres.

A Lua Cheia ocorreu a partir das 11h37, mas o melhor momento para observá-la foi durante a noite, quando a luminosidade lunar ficou mais evidente no céu. O fenômeno pôde ser acompanhado a olho nu em diferentes regiões do país, desde que as condições climáticas permitissem.

Por que a Lua Cheia de julho é chamada de Lua do Veado?

O nome Lua do Veado, conhecido em inglês como Buck Moon, está relacionado ao período do ano em que os veados machos começam a desenvolver novos chifres.

Segundo a NASA, os novos chifres, formados principalmente por cálcio e fósforo, começam a surgir na testa dos animais no início do verão do Hemisfério Norte. Durante o crescimento, eles ficam inicialmente cobertos por uma camada de pele aveludada.

A coincidência entre esse ciclo natural dos animais e a ocorrência da Lua Cheia de julho deu origem ao nome tradicional.

Apesar da associação, a Lua não provoca o crescimento dos chifres dos veados. Trata-se de uma denominação cultural relacionada ao período do ano em que os dois acontecimentos coincidem.

Lua do Veado teve característica diferente em 2026

Em 2026, a Lua Cheia de julho apresentou uma característica particular para quem observou o céu a partir do Hemisfério Sul.

A Lua apareceu mais alta no céu do que o habitual e estava posicionada na região da constelação de Capricórnio no momento em que atingiu a fase cheia.

O fenômeno pôde ser observado durante toda a noite, desde que o céu estivesse limpo e sem obstáculos que impedissem a visão.

Lua do Veado também marcou semana de meteoros

A Lua Cheia ocorreu na mesma semana em que duas chuvas de meteoros atingiram seus períodos de maior atividade: a Delta Aquáridas do Sul e a Alfa Capricornídeas.

A Delta Aquáridas do Sul poderia produzir até 25 meteoros por hora, enquanto a Alfa Capricornídeas costumava registrar cerca de cinco meteoros por hora. Esta última, porém, é conhecida pela ocorrência de bolas de fogo, meteoros maiores e mais brilhantes.

A observação dos meteoros acabou sendo prejudicada pelo brilho da Lua. Na quinta-feira (30), cerca de 98% da superfície lunar estava iluminada, condição que dificultou a visualização dos meteoros menos luminosos.

Como foi possível observar a Lua do Veado

A Lua Cheia pôde ser observada sem a necessidade de telescópios ou binóculos. Para acompanhar os fenômenos astronômicos, a recomendação era procurar locais afastados da iluminação artificial e com pouca interferência de prédios e outras estruturas.

No caso das chuvas de meteoros, aplicativos de astronomia também poderiam auxiliar na localização do radiante, região do céu de onde os meteoros parecem surgir.

A ocorrência da Lua do Veado e das chuvas de meteoros encerrou uma sequência de fenômenos astronômicos que movimentou o céu brasileiro no fim de julho.

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