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Paraíba

Empresário ligado à PixBet é interceptado pela PF na BR-230 durante Operação Arena

Publicado em 13/08/2026 às 12:33 Por Redação
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Um empresário ligado à PixBet foi interceptado pela Polícia Federal na BR-230, na chegada a Campina Grande, nesta quinta-feira (13), durante os desdobramentos da Operação Arena. A ação investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo empresas do setor de apostas.

Segundo informações obtidas durante a operação, o empresário estava em uma SW4 quando foi abordado pelos agentes federais. O veículo e o aparelho celular dele foram apreendidos para auxiliar nas investigações.

O empresário não foi preso e acabou liberado após a abordagem. O material recolhido foi encaminhado para a Polícia Federal em Campina Grande e deverá ser analisado no decorrer das investigações.

Empresário foi localizado após buscas

De acordo com as informações divulgadas durante a operação, inicialmente os agentes não teriam encontrado o empresário em sua residência. Posteriormente, o veículo utilizado por ele foi localizado na entrada de Campina Grande, onde ocorreu a abordagem.

A Operação Arena também cumpriu mandados em outros endereços na cidade. Entre os locais estão um escritório ligado a uma das empresas investigadas, no bairro São José, e um escritório de contabilidade na Bela Vista.

Pelo menos 19 computadores foram apreendidos, além de documentos e outros equipamentos que deverão passar por perícia.

Operação apura movimentação de dinheiro no exterior

A investigação apura a suspeita de utilização de empresas e estruturas financeiras no Brasil e no exterior para ocultar a origem e o destino de recursos relacionados à exploração de jogos de azar e apostas esportivas.

Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, foram identificadas operações envolvendo empresas brasileiras, estruturas instaladas em paraísos fiscais, transferências internacionais, criptoativos e aquisição de bens de luxo. A suspeita é de que esses mecanismos tenham sido utilizados para dificultar a identificação dos beneficiários dos recursos.

A Justiça Federal também determinou quebra de sigilos e o sequestro de bens e valores que ultrapassam R$ 1 bilhão no âmbito da investigação.

Até o momento, a operação está concentrada no cumprimento de medidas de busca e apreensão. A abordagem do empresário na BR-230 não resultou em prisão.
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