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Paraíba

Operação da PF provoca embate entre vereadores na Câmara de João Pessoa

Publicado em 29/09/2026 às 15:30 Por Redação
Foto: Reprodução/TH+
Foto: Reprodução/TH+
A Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (29) para investigar uma suposta negociação de apoio político-eleitoral com integrantes de uma organização criminosa, repercutiu no plenário da Câmara Municipal de João Pessoa. Entre os alvos estão o secretário-chefe do Procon-JP, Júnior Pires, e o deputado estadual Caio Roberto (MDB). 

Durante a sessão, o líder da oposição na Casa, vereador Milanez Neto (MDB), questionou a relação entre agentes públicos e organizações criminosas. Ao comentar o afastamento cautelar de Júnior Pires, determinado pela Justiça Eleitoral por 90 dias, o parlamentar afirmou que ele seria o terceiro secretário municipal afastado por suspeitas relacionadas a organizações criminosas.

Milanez Neto questionou ainda “o que falta para compreender o grau de envolvimento do poder público com facções”, ampliando as críticas à administração municipal diante das investigações.

Do outro lado, o líder do governo na Câmara, Bruno Farias (Avante), pediu cautela aos vereadores da oposição e afirmou que não se deve antecipar conclusões sobre o caso. O parlamentar também criticou o que classificou como “ilações contra o prefeito Léo Bezerra”.

Operação investiga suposto apoio político

A Polícia Federal deflagrou a Operação Zona de Influência nesta terça-feira (29) e cumpriu sete mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). Durante as diligências, foram apreendidos R$ 220 mil em espécie. 

Segundo informações divulgadas sobre a investigação, a PF apura uma suposta negociação na qual integrantes de um grupo criminoso teriam oferecido apoio político e acesso a determinadas comunidades em troca de benefícios, incluindo pagamentos, custeio de despesas e possíveis negociações envolvendo cargos e empregos públicos. 

Júnior Pires foi afastado cautelarmente do cargo por 90 dias por determinação da Justiça Eleitoral. A Prefeitura de João Pessoa informou que ainda não havia sido oficialmente notificada sobre a decisão e afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. 

A investigação ainda está em andamento e busca esclarecer as circunstâncias dos fatos e individualizar a eventual responsabilidade dos envolvidos.
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