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Paraíba

Carteiros fazem paralisação em João Pessoa após denúncias de agressões durante entrega de material eleitoral

Publicado em 29/09/2026 às 11:45 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
>Trabalhadores dos Correios fizeram uma paralisação na manhã desta terça-feira (29), em João Pessoa, para protestar contra ameaças e agressões relatadas durante a entrega de materiais relacionados às Eleições 2026. O movimento ocorreu no Centro de Distribuição Domiciliária (CDD) do bairro do Cristo e teve duração prevista apenas para o período da manhã, com retomada das atividades em seguida.

>A mobilização foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (Sintect-PB). Segundo a entidade, carteiros têm relatado abordagens hostis, insultos, ameaças e agressões físicas durante o trabalho, especialmente quando realizam entregas de material de campanha eleitoral.

>O secretário-geral do Sintect-PB, Tony Sérgio Rodrigues Cavalcante, afirmou que o sindicato tem recebido denúncias de trabalhadores em diferentes municípios e cobra medidas para garantir segurança durante as atividades de entrega.

Sindicato diz que carteiros são confundidos com apoiadores de candidatos


>Segundo Tony Sérgio, parte dos episódios ocorre porque pessoas associam o trabalhador ao conteúdo político do material distribuído.

>Os Correios oferecem serviços específicos para candidatos, partidos políticos, comitês eleitorais e agências de publicidade durante o período eleitoral, incluindo modalidades de envio de material de campanha. A estatal informa oficialmente que mantém soluções de logística e comunicação voltadas às Eleições 2026.

>Por isso, a entrega de propaganda eleitoral por um carteiro não significa apoio pessoal do trabalhador ao candidato ou partido responsável pela remessa.

>“A categoria ressalta que o carteiro não escolhe o remetente, o candidato ou a legenda do material que entrega e não é responsável pelo conteúdo político das correspondências”, informou o sindicato.

>Tony orientou os trabalhadores a não entrarem em discussões durante as entregas e a registrarem eventuais episódios de hostilidade, quando isso puder ser feito com segurança, para posterior encaminhamento ao sindicato e às autoridades.

Sindicato relata casos em diferentes cidades


>De acordo com o Sintect-PB, os relatos não estão restritos a João Pessoa.

>A entidade afirma ter recebido informações sobre episódios em Campina Grande, Patos, João Pessoa e São Bento. Um dos casos que ganhou repercussão ocorreu em Campina Grande, onde um carteiro foi agredido durante o expediente.

>O sindicato já havia divulgado, na sexta-feira (25), uma nota de repúdio relatando ameaças, intimidações e agressões contra trabalhadores. Na ocasião, a entidade informou que havia comunicado formalmente a Superintendência Estadual dos Correios na Paraíba e solicitado providências para reforçar a segurança da categoria.

>Segundo o Sintect-PB, no episódio registrado em Campina Grande, um suspeito foi conduzido pela polícia para prestar esclarecimentos à Polícia Federal, enquanto o trabalhador passou a receber acompanhamento jurídico da entidade.

Paralisação ocorre poucos dias após fim da greve


>A manifestação desta terça-feira ocorre poucos dias depois do encerramento de outra mobilização dos trabalhadores dos Correios na Paraíba.

>A categoria havia iniciado uma greve em 11 de setembro, dentro de um movimento nacional relacionado à campanha salarial. O movimento terminou no estado na última semana, após julgamento do dissídio coletivo, e as atividades foram retomadas na sexta-feira (25).

>A paralisação desta terça-feira tem outra motivação: as denúncias de violência contra carteiros durante as entregas no período eleitoral.

>Segundo o Jornal da Paraíba, o movimento no CDD do Cristo ocorreu somente durante a manhã e as atividades seriam retomadas na sequência.

>Até a última atualização, não havia sido localizado posicionamento público dos Correios sobre a paralisação desta terça-feira ou sobre medidas adicionais de segurança adotadas após as denúncias do sindicato.
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