Francisco Yago havia sido alvo da Operação Bon Vivant, deflagrada dois dias antes, e era considerado foragido. De acordo com a investigação, ele é apontado como braço direito do chefe da organização criminosa.
O suspeito é natural do Ceará e teria deixado a Paraíba no último domingo (13), seguindo para Fortaleza durante a fuga.
Polícia rastreou carro que buscou suspeito no Ceará
“Conseguimos verificar o carro que saiu de Campina Grande para buscá-lo em Fortaleza”, explicou.
Ainda conforme a investigação, o suspeito teria trocado de veículo durante a fuga e retornado à Paraíba para buscar outra pessoa, cuja identidade não foi divulgada. A suspeita era de que os dois poderiam seguir viagem de avião.
Francisco Yago acabou localizado em Itapororoca.
Polícia encontra cerca de 20 celulares
Segundo a Polícia Civil, os celulares eram utilizados com diferentes chips como estratégia para dificultar a localização do suspeito.
O motorista que acompanhava Francisco Yago também foi levado à delegacia. De acordo com a polícia, ele possui passagem por tráfico de drogas em Campina Grande.
Contra o motorista foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por favorecimento pessoal.
Haras, cavalos e bitcoin
Esses negócios passaram a ser analisados dentro da investigação que apura a movimentação financeira do grupo.
Segundo a polícia, a organização utilizava diferentes atividades econômicas para tentar inserir no mercado formal recursos supostamente obtidos por meio de crimes.
Vaquejadas e leilões estavam entre atividades investigadas
Os investigados compravam animais, participavam de leilões e movimentavam valores em negócios ligados ao setor.
Para os investigadores, essas atividades também permitiam ampliar a rede de contatos do grupo e abrir espaço para novas movimentações financeiras.
A investigação identificou ainda três academias ligadas a pessoas investigadas.
Segundo a polícia, diferentes empresas e atividades econômicas fariam parte da estrutura utilizada para movimentar dinheiro e dificultar a identificação da origem dos recursos.
Investigação aponta utilização de “laranjas”A Polícia Civil também afirma ter identificado pessoas que seriam utilizadas como “laranjas”, com bens, valores ou negócios registrados em seus nomes.
Entre os nomes investigados estariam esposas de integrantes do grupo.
A eventual responsabilidade individual de cada pessoa ainda deverá ser apurada no decorrer da investigação.
Investimento na carreira de cantor também é investigadoOutro ponto identificado pela polícia envolve o agenciamento da carreira de um cantor.
Segundo a investigação, um dos integrantes teria investido recursos na carreira do artista com a expectativa de crescimento profissional e ampliação das possibilidades de negócios.
A Polícia Civil ressalta que o cantor não é apontado como integrante da organização criminosa e trabalha com a possibilidade de que ele sequer soubesse que estava inserido na estratégia investigada.
Operação apreendeu veículos e bloqueou patrimônio
Foram apreendidos veículos, caminhões e um quadriciclo.
Em Campina Grande, mandados foram cumpridos nos bairros Aluízio Campos e José Pinheiro, além de dois condomínios fechados.
A operação também determinou bloqueio de valores e bens e resultou na apreensão de veículos de luxo e outros patrimônios que, segundo a polícia, podem estar relacionados à atuação do grupo.
Durante uma das prisões em Campina Grande, houve disparos contra policiais, mas ninguém ficou ferido. O suspeito foi detido.
Francisco Yago deverá permanecer à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

