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Paraíba

Dono de haras é preso suspeito de integrar grupo que movimentou R$ 144 milhões na Paraíba

Publicado em 17/09/2026 às 18:02 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
Um homem identificado como Francisco Yago, de 33 anos, foi preso nesta quinta-feira (17), em Itapororoca, suspeito de integrar uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, comércio de armas e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, o grupo teria movimentado cerca de R$ 144 milhões em dois anos, com atuação na Paraíba e no Rio Grande do Norte.

Francisco Yago havia sido alvo da Operação Bon Vivant, deflagrada dois dias antes, e era considerado foragido. De acordo com a investigação, ele é apontado como braço direito do chefe da organização criminosa.

O suspeito é natural do Ceará e teria deixado a Paraíba no último domingo (13), seguindo para Fortaleza durante a fuga.

Polícia rastreou carro que buscou suspeito no Ceará


Segundo o delegado Lucas Rothardan, a Polícia Civil conseguiu identificar o veículo utilizado no deslocamento até Fortaleza para buscar Francisco Yago.

“Conseguimos verificar o carro que saiu de Campina Grande para buscá-lo em Fortaleza”, explicou.

Ainda conforme a investigação, o suspeito teria trocado de veículo durante a fuga e retornado à Paraíba para buscar outra pessoa, cuja identidade não foi divulgada. A suspeita era de que os dois poderiam seguir viagem de avião.

Francisco Yago acabou localizado em Itapororoca.

Polícia encontra cerca de 20 celulares


Na casa do investigado, os policiais encontraram aproximadamente 15 smartphones. Outros cinco aparelhos foram apreendidos no veículo utilizado por ele.

Segundo a Polícia Civil, os celulares eram utilizados com diferentes chips como estratégia para dificultar a localização do suspeito.

O motorista que acompanhava Francisco Yago também foi levado à delegacia. De acordo com a polícia, ele possui passagem por tráfico de drogas em Campina Grande.

Contra o motorista foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por favorecimento pessoal.

Haras, cavalos e bitcoin


A Polícia Civil informou que Francisco Yago mantinha um haras e cavalos no Rio Grande do Norte, além de atuar em uma atividade ligada à intermediação de bitcoin.

Esses negócios passaram a ser analisados dentro da investigação que apura a movimentação financeira do grupo.

Segundo a polícia, a organização utilizava diferentes atividades econômicas para tentar inserir no mercado formal recursos supostamente obtidos por meio de crimes.

Vaquejadas e leilões estavam entre atividades investigadas


Uma das estratégias identificadas pela Polícia Civil envolvia o mercado de animais e eventos de vaquejada.

Os investigados compravam animais, participavam de leilões e movimentavam valores em negócios ligados ao setor.

Para os investigadores, essas atividades também permitiam ampliar a rede de contatos do grupo e abrir espaço para novas movimentações financeiras.

A investigação identificou ainda três academias ligadas a pessoas investigadas.

Segundo a polícia, diferentes empresas e atividades econômicas fariam parte da estrutura utilizada para movimentar dinheiro e dificultar a identificação da origem dos recursos.

Investigação aponta utilização de “laranjas”A Polícia Civil também afirma ter identificado pessoas que seriam utilizadas como “laranjas”, com bens, valores ou negócios registrados em seus nomes.


Entre os nomes investigados estariam esposas de integrantes do grupo.

A eventual responsabilidade individual de cada pessoa ainda deverá ser apurada no decorrer da investigação.

Investimento na carreira de cantor também é investigadoOutro ponto identificado pela polícia envolve o agenciamento da carreira de um cantor.


Segundo a investigação, um dos integrantes teria investido recursos na carreira do artista com a expectativa de crescimento profissional e ampliação das possibilidades de negócios.

A Polícia Civil ressalta que o cantor não é apontado como integrante da organização criminosa e trabalha com a possibilidade de que ele sequer soubesse que estava inserido na estratégia investigada.

Operação apreendeu veículos e bloqueou patrimônio


A Operação Bon Vivant também cumpriu medidas no Rio Grande do Norte, onde um haras ligado a um dos principais investigados foi alvo de buscas.

Foram apreendidos veículos, caminhões e um quadriciclo.

Em Campina Grande, mandados foram cumpridos nos bairros Aluízio Campos e José Pinheiro, além de dois condomínios fechados.

A operação também determinou bloqueio de valores e bens e resultou na apreensão de veículos de luxo e outros patrimônios que, segundo a polícia, podem estar relacionados à atuação do grupo.

Durante uma das prisões em Campina Grande, houve disparos contra policiais, mas ninguém ficou ferido. O suspeito foi detido.

Francisco Yago deverá permanecer à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

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