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Paraíba

Dono da PixBet, alvo de operação da PF, já declarou apoio a Cícero Lucena; entenda relação

Publicado em 13/08/2026 às 11:03 Por Redação
Foto: gerada por IA/ChatGPT
Foto: gerada por IA/ChatGPT
O empresário Ernildo Júnior, apontado em diferentes publicações como dono da PixBet, já declarou publicamente apoio à pré-candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba. A aproximação política volta a chamar atenção nesta quinta-feira (13), quando a empresa aparece entre os alvos da Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o setor de apostas.

A relação política citada, no entanto, não significa participação de Cícero Lucena na investigação. Até o momento, não há informação divulgada pela Polícia Federal que relacione o pré-candidato à Operação Arena ou aos crimes apurados.

Dono da PixBet declarou apoio a Cícero

Em abril deste ano, durante uma agenda de Cícero Lucena em Serra Branca, no Cariri paraibano, Ernildo Júnior declarou apoio à pré-candidatura do emedebista ao Governo da Paraíba.

Na ocasião, o empresário participou da agenda ao lado do prefeito de Serra Branca, Michel Alexandre, que também anunciou adesão ao projeto político de Cícero. Durante o encontro, Ernildo agradeceu publicamente ao então pré-candidato e confirmou o alinhamento do grupo político que lidera no município.

Na mesma passagem por Serra Branca, foi anunciado um aporte de R$ 3 milhões em emendas impositivas do deputado federal Mersinho Lucena, filho de Cícero, destinado à continuidade das obras do Hospital Napoleão Laureano no município.

PixBet é alvo da Operação Arena

Nesta quinta-feira (13), a Polícia Federal deflagrou a Operação Arena. A investigação apura um suposto esquema envolvendo empresas de apostas e estruturas financeiras no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos.

A PixBet está entre os alvos citados na investigação. Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e telemático e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores.

Segundo informações da investigação divulgadas nesta quinta-feira, as movimentações suspeitas envolveriam o envio de recursos ao exterior e posterior retorno ao Brasil por meio de operações que, conforme a apuração, poderiam dar aparência de legalidade ao dinheiro. Os investigados poderão responder, conforme a responsabilidade individual de cada um, por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outros crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Na Paraíba, uma das diligências ocorreu em Campina Grande, onde foi cumprido mandado em endereço relacionado à investigação.

Relações políticas não fazem parte da investigação divulgada

Apesar da declaração pública de apoio feita por Ernildo Júnior a Cícero Lucena, não há, até o momento, indicação de que essa aproximação política seja objeto da Operação Arena.

Também não há informação divulgada pela Polícia Federal apontando Cícero como investigado, beneficiário do suposto esquema ou envolvido nas movimentações financeiras apuradas.

A Operação Arena é realizada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal, Receita Federal e Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

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