“O governo faz maquiagem com essas operações, com ‘operaçãozinhas’, talvez prendendo trombadinhas, prendendo quem menos influencia esse sistema”, afirmou Cícero.
O candidato também atribuiu ao Governo do Estado a responsabilidade pela situação da segurança pública e criticou a remuneração dos policiais.
“Até porque a questão da segurança é de responsabilidade do Governo do Estado. Quem tem que ser responsabilizado por isso é o Governo do Estado. Essa é a verdade. Mas também é um governo que paga o pior salário aos policiais. Você quer o quê?”, declarou.
A afirmação sobre a remuneração foi feita por Cícero durante a entrevista e integra a crítica política apresentada pelo candidato.
Declaração ocorre após Lucas defender operações contra o crime organizado
A crítica foi feita um dia depois de o governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (PP) defender, durante uma sabatina na CBN, o trabalho das forças de segurança no enfrentamento às organizações criminosas.
Lucas citou operações conduzidas pela Polícia Civil, algumas delas realizadas em conjunto com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e outros órgãos, e defendeu o uso de investigação, inteligência e bloqueio patrimonial como estratégias para atingir estruturas financeiras e lideranças das organizações.
O tema da segurança pública tem ganhado espaço nos embates entre os candidatos ao Governo da Paraíba nesta reta final da campanha.
Polícia Civil registrou mais de 2,5 mil prisões em 2025
Dados da Diretoria de Estatística da Delegacia-Geral da Polícia Civil da Paraíba apontam que 2.532 pessoas classificadas como ligadas a facções criminosas ou núcleos violentos foram presas em 2025. O número representa crescimento de 22% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 2.077 prisões dentro do mesmo critério.
As prisões estiveram relacionadas a investigações envolvendo crimes como homicídio, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e organização criminosa.
O levantamento também registrou 1.880 ações policiais em 2025, entre operações e prisões pontuais, contra 1.566 no ano anterior, uma alta aproximada de 20%.
Os números divulgados pela Polícia Civil não encerram o debate sobre a efetividade da política estadual de segurança, mas fornecem um contraponto objetivo à crítica apresentada por Cícero durante a sabatina.

