Com 100% das seções totalizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro conquistou 59.826.041 votos, o equivalente a 48,21%. A diferença foi de 4.430.191 votos, ou 3,57 pontos percentuais.
O resultado confirmou a quarta vitória de Lula em uma eleição presidencial. O petista, que já havia governado o país entre 2003 e 2010 e retornado ao Palácio do Planalto em 2023, iniciará o novo mandato em 5 de janeiro de 2027, aos 81 anos.
A eleição também estabeleceu um novo recorde de votação nominal para um candidato à Presidência da República. Com mais de 64,2 milhões de votos, Lula superou a própria marca registrada em 2022, quando recebeu aproximadamente 60,3 milhões de votos na disputa contra Jair Bolsonaro (PL).
A vitória ocorreu depois de uma campanha marcada por uma mudança de estratégia entre os dois turnos. Em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou a votação nacional à frente de Lula. Nas três semanas seguintes, o presidente ampliou sua mobilização política, promoveu atos de campanha e intensificou a presença nas redes sociais.
A disputa terminou como uma das mais equilibradas da história recente do país. Embora Lula tenha vencido por mais de 4,4 milhões de votos, a diferença percentual entre os candidatos foi pequena, mostrando a divisão do eleitorado brasileiro.
Na participação eleitoral, o segundo turno também apresentou uma mudança importante. A abstenção nacional caiu de 21,08% no primeiro turno para aproximadamente 19,22% no segundo, segundo o TSE. O comparecimento chegou a 128,2 milhões de eleitores, em um universo de mais de 158 milhões de pessoas aptas a votar.
Na Paraíba, Lula amplia vantagem e conquista quase 1,8 milhão de votos
O resultado paraibano foi expressivo para o presidente reeleito. Lula recebeu 1.794.059 votos, correspondentes a 67,46% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro conquistou 865.210 votos, ou 32,54%. A vantagem do petista foi de 928.849 votos.
No primeiro turno, Lula havia registrado 61,31% dos votos válidos na Paraíba, contra 33,07% do candidato do PL. Entre as duas votações, o presidente ganhou 252.932 votos, enquanto Flávio Bolsonaro acrescentou 33.833 votos ao seu resultado.
Em comparação com 2022, quando Lula obteve 66,62% dos votos válidos no estado contra Jair Bolsonaro, o resultado de 2026 representou um crescimento de 0,84 ponto percentual na votação do presidente.
Outro dado chama a atenção: Lula venceu nos 223 municípios paraibanos tanto no primeiro quanto no segundo turno. Nenhuma cidade mudou de vencedor entre as duas etapas da eleição, embora a distribuição dos votos tenha apresentado diferenças importantes.
A abstenção estadual também diminuiu. No primeiro turno, 17,38% dos eleitores paraibanos deixaram de comparecer às urnas. No segundo, o percentual caiu para 15,54%, indicando maior participação do eleitorado.
A redução, no entanto, não permite concluir isoladamente qual candidato recebeu os votos dos eleitores que passaram a comparecer.
João Pessoa registrou a disputa mais equilibrada entre as cidades paraibanas no segundo turno. Lula recebeu 266.096 votos, equivalentes a 53,83% dos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 228.231 votos, ou 46,17%. A diferença de 37.865 votos foi maior que a registrada no primeiro turno, quando apenas 3.937 votos separaram os dois candidatos.
Em Campina Grande, segundo maior colégio eleitoral da Paraíba, Lula também ampliou sua votação e terminou com 55,78% dos votos válidos, contra 44,22% de Flávio Bolsonaro.
O levantamento dos resultados municipais também revela contrastes dentro do estado. Os maiores percentuais de Lula foram registrados em Camalaú, onde obteve 88,81% dos votos válidos; Poço Dantas, com 88,41%; São José de Princesa, com 88,30%; Santa Inês, com 88,12%; e Algodão de Jandaíra, com 87,17%.
Em Camalaú, no Cariri paraibano, Lula conquistou 4.706 votos, contra apenas 593 de Flávio Bolsonaro. Já em São José de Princesa, no Sertão, o presidente recebeu 2.280 votos, enquanto o adversário somou 302.
Por outro lado, os melhores desempenhos proporcionais de Flávio Bolsonaro ocorreram em João Pessoa, com 46,17%; Cabedelo, com 45,59%; São Bento, com 45,42%; Bayeux, com 44,84%; e Campina Grande, com 44,22%.
Os números mostram que, embora Lula tenha vencido em todos os municípios, Flávio Bolsonaro concentrou seus percentuais mais elevados na capital, em cidades da Região Metropolitana e em centros urbanos do interior. Já os maiores percentuais do presidente foram registrados em municípios de menor porte, especialmente no Cariri e no Sertão paraibano.
A eleição também consolidou uma mudança na dinâmica da campanha presidencial. Depois de terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, Lula reformulou a coordenação política, intensificou a participação de aliados e ampliou a mobilização de apoiadores nas ruas e nas plataformas digitais.
Um dos movimentos de maior visibilidade foi o chamado “Exército de Lula”, organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que utilizou um canal de WhatsApp para estimular a participação de apoiadores em atividades de campanha. Segundo reportagem do UOL, o grupo reuniu milhões de seguidores e teve participação na mobilização digital do segundo turno.
Na Paraíba, a campanha de Lula contou com o envolvimento do governador reeleito Lucas Ribeiro (PP), do senador eleito João Azevêdo (PSB), da presidente estadual do PT, Cida Ramos, e de outras lideranças. Na última semana antes da eleição, manifestações em João Pessoa reuniram apoiadores do presidente, incluindo atos no Ponto de Cem Réis, com a presença de Érika Hilton (PSOL-SP), em Mangabeira, com a presença de Ana Elisa (PT-MG), e na Avenida Epitácio Pessoa.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, contou com o apoio de parlamentares e lideranças da direita paraibana, entre eles o senador Efraim Filho (PL), derrotado na campanha pelo governo do estado, e o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL), que participaram de atividades de mobilização na capital e no interior do estado.
Após a confirmação do resultado nacional, Lula discursou para apoiadores e agradeceu a participação dos eleitores. O presidente também mencionou a atuação das plataformas digitais durante a campanha e defendeu a regulamentação das empresas de tecnologia, afirmando que pretende enfrentar o que classificou como interferências externas no processo eleitoral.
Com a reeleição, Lula iniciará seu quarto mandato presidencial em janeiro de 2027. O petista já afirmou que a disputa de 2026 seria sua última eleição para a Presidência. Pela Constituição, também não poderá concorrer a um terceiro mandato consecutivo em 2030.
João Pessoa registrou a disputa mais equilibrada entre as cidades paraibanas no segundo turno. Lula recebeu 266.096 votos, equivalentes a 53,83% dos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro alcançou 228.231 votos, ou 46,17%. A diferença de 37.865 votos foi maior que a registrada no primeiro turno, quando apenas 3.937 votos separaram os dois candidatos.
Em Campina Grande, segundo maior colégio eleitoral da Paraíba, Lula também ampliou sua votação e terminou com 55,78% dos votos válidos, contra 44,22% de Flávio Bolsonaro.
O levantamento dos resultados municipais também revela contrastes dentro do estado. Os maiores percentuais de Lula foram registrados em Camalaú, onde obteve 88,81% dos votos válidos; Poço Dantas, com 88,41%; São José de Princesa, com 88,30%; Santa Inês, com 88,12%; e Algodão de Jandaíra, com 87,17%.
Em Camalaú, no Cariri paraibano, Lula conquistou 4.706 votos, contra apenas 593 de Flávio Bolsonaro. Já em São José de Princesa, no Sertão, o presidente recebeu 2.280 votos, enquanto o adversário somou 302.
Por outro lado, os melhores desempenhos proporcionais de Flávio Bolsonaro ocorreram em João Pessoa, com 46,17%; Cabedelo, com 45,59%; São Bento, com 45,42%; Bayeux, com 44,84%; e Campina Grande, com 44,22%.
Os números mostram que, embora Lula tenha vencido em todos os municípios, Flávio Bolsonaro concentrou seus percentuais mais elevados na capital, em cidades da Região Metropolitana e em centros urbanos do interior. Já os maiores percentuais do presidente foram registrados em municípios de menor porte, especialmente no Cariri e no Sertão paraibano.
A eleição também consolidou uma mudança na dinâmica da campanha presidencial. Depois de terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, Lula reformulou a coordenação política, intensificou a participação de aliados e ampliou a mobilização de apoiadores nas ruas e nas plataformas digitais.
Um dos movimentos de maior visibilidade foi o chamado “Exército de Lula”, organizado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que utilizou um canal de WhatsApp para estimular a participação de apoiadores em atividades de campanha. Segundo reportagem do UOL, o grupo reuniu milhões de seguidores e teve participação na mobilização digital do segundo turno.
Na Paraíba, a campanha de Lula contou com o envolvimento do governador reeleito Lucas Ribeiro (PP), do senador eleito João Azevêdo (PSB), da presidente estadual do PT, Cida Ramos, e de outras lideranças. Na última semana antes da eleição, manifestações em João Pessoa reuniram apoiadores do presidente, incluindo atos no Ponto de Cem Réis, com a presença de Érika Hilton (PSOL-SP), em Mangabeira, com a presença de Ana Elisa (PT-MG), e na Avenida Epitácio Pessoa.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, contou com o apoio de parlamentares e lideranças da direita paraibana, entre eles o senador Efraim Filho (PL), derrotado na campanha pelo governo do estado, e o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL), que participaram de atividades de mobilização na capital e no interior do estado.
Após a confirmação do resultado nacional, Lula discursou para apoiadores e agradeceu a participação dos eleitores. O presidente também mencionou a atuação das plataformas digitais durante a campanha e defendeu a regulamentação das empresas de tecnologia, afirmando que pretende enfrentar o que classificou como interferências externas no processo eleitoral.
Com a reeleição, Lula iniciará seu quarto mandato presidencial em janeiro de 2027. O petista já afirmou que a disputa de 2026 seria sua última eleição para a Presidência. Pela Constituição, também não poderá concorrer a um terceiro mandato consecutivo em 2030.
