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Brasil

De Michael Jackson a Lady Gaga: fãs colocam Lula em clipes, novelas e memes em nova trend no X

Publicado em 11/10/2026 às 18:45 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram


>Após ganhar força entre fãs de K-pop, tendência se espalha por comunidades de admiradores da música pop e do rock, com montagens que misturam inteligência artificial, humor e a disputa presidencial de 2026.

>Uma tendência que começou a ganhar repercussão com montagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em videoclipes de K-pop está se expandindo para outros estilos musicais e conteúdos da cultura pop. Nos últimos dias, usuários do X, antigo Twitter, passaram a compartilhar edições que inserem digitalmente o candidato à reeleição em cenas associadas a artistas como Michael Jackson, Lady Gaga, Beyoncé e Katy Perry, além de referências ao rock.

>A brincadeira também ultrapassou os videoclipes. As publicações passaram a explorar cenas de novelas, memes conhecidos da internet e situações fictícias, nas quais o rosto ou a imagem do presidente aparece no lugar de personagens e celebridades.

>Os conteúdos combinam técnicas de edição de vídeo, montagens digitais e, em alguns casos, recursos de inteligência artificial. O resultado são publicações que adaptam referências conhecidas do entretenimento ao contexto político brasileiro.

>A movimentação ocorre durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026 e acompanha uma mobilização mais ampla de comunidades de fãs que decidiram utilizar seus perfis nas redes sociais para divulgar conteúdos favoráveis à candidatura de Lula.

De Michael Jackson às divas pop: a política entra nos videoclipes

>O que inicialmente chamou atenção pela participação dos fãs de BTS, BLACKPINK e outros grupos de K-pop passou a alcançar públicos ligados a diferentes gerações e estilos musicais.

>Referências a Michael Jackson, um dos artistas mais conhecidos da história da música pop, passaram a dividir espaço com produções inspiradas em Lady Gaga, Beyoncé, Katy Perry e outros nomes internacionais.

>As edições exploram a identidade visual desses artistas, aproveitando coreografias, figurinos, cenários e momentos marcantes de videoclipes para inserir a imagem do presidente em situações fictícias.

>O movimento também incorpora referências ao rock e a outros gêneros musicais, ampliando as possibilidades de criação e o público potencial das publicações.

>Em outra vertente da tendência, usuários passaram a reproduzir cenas populares de novelas e memes, substituindo personagens pela imagem de Lula. O humor e o reconhecimento imediato das referências funcionam como elementos centrais dessas produções.

>Embora sejam inspiradas em artistas mundialmente conhecidos, as montagens produzidas por fãs não significam que os músicos citados tenham participado das iniciativas, autorizado o uso de suas imagens ou declarado apoio à candidatura.

Disputa digital ganha importância após primeiro turno

>A expansão da tendência acontece em um momento de reorganização da campanha presidencial.

>No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

>Como nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos válidos, a eleição será decidida em 25 de outubro, quando os eleitores voltarão às urnas.

>Após o resultado, a equipe de Lula intensificou sua atuação nas plataformas digitais e passou a discutir mudanças na estratégia de comunicação para o segundo turno.

>A campanha também ampliou o diálogo com influenciadores, comunicadores e grupos organizados de apoiadores, buscando alcançar públicos que não costumam acompanhar conteúdos políticos tradicionais.

>Apesar da importância das redes sociais na disputa eleitoral, o resultado do primeiro turno não pode ser explicado exclusivamente pelo desempenho digital dos candidatos. A abstenção, o voto útil e a distribuição das preferências eleitorais também integram as análises sobre a votação.

Lula cresce no engajamento depois do primeiro turno

>Um levantamento do Projeto Brief, divulgado pela Folha de S.Paulo, identificou uma mudança no engajamento dos dois candidatos depois da primeira votação.

>Durante setembro, Flávio Bolsonaro liderou as interações nas redes sociais em 14 dos 17 dias analisados. Entretanto, Lula passou a registrar números superiores aos do adversário em determinados dias após o primeiro turno.

>Em 7 de outubro, as publicações do presidente alcançaram 9,9 milhões de interações, entre curtidas, comentários e compartilhamentos.

>Um dos vídeos publicados por Lula no Instagram, gravado em formato de selfie, chegou a 26,9 milhões de visualizações, segundo o levantamento divulgado em 9 de outubro.

>O crescimento coincide com a adoção de uma linguagem mais informal pela campanha, com vídeos verticais, gravações diretas para a câmera e maior participação de apoiadores na circulação dos conteúdos.

>Esses números, no entanto, medem o engajamento das publicações e não representam necessariamente crescimento das intenções de voto ou transferência de apoio eleitoral.

Fandoms ampliam atuação para além das redes

>A produção de memes e montagens acompanha uma mobilização de comunidades de fãs que já possuíam experiência na organização de campanhas digitais relacionadas ao universo musical.

>Os chamados fandoms costumam reunir milhares de pessoas em torno de artistas, utilizando hashtags, mutirões e publicações coordenadas para divulgar lançamentos, promover votações e aumentar a visibilidade de seus ídolos.

>No segundo turno, parte dessas comunidades passou a aplicar estratégias semelhantes ao debate eleitoral.

>Fã-clubes de artistas como Taylor Swift, Beyoncé, Lady Gaga, Katy Perry, Anitta e grupos de K-pop estão entre os que participaram de iniciativas digitais favoráveis a Lula, segundo reportagens publicadas pela imprensa nacional.

>Em 11 de outubro, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) se reuniu com representantes de comunidades de fãs de artistas pop e K-pop, em São Paulo. Segundo o UOL, o encontro buscou fortalecer o diálogo com os jovens e ampliar a mobilização em torno da candidatura à reeleição.

>Na mesma data, uma manifestação realizada na Avenida Paulista contou com a participação de integrantes desses grupos. A hashtag #FandomsNoMasp chegou à lista dos assuntos mais comentados no X.

>Embora exista aproximação entre representantes de fandoms e integrantes da campanha, é importante distinguir a mobilização organizada das produções individuais de humor, que também circulam nas plataformas sem necessariamente fazer parte de uma estratégia oficial.

Entre o humor, a inteligência artificial e a informação

>A expansão da tendência evidencia como a cultura pop passou a integrar a comunicação política nas redes sociais.

>Ao transformar candidatos em personagens de videoclipes, novelas e memes, os usuários produzem conteúdos que podem circular entre pessoas que normalmente não acompanham debates eleitorais.

>A utilização de inteligência artificial também amplia as possibilidades dessas montagens, permitindo criar situações visuais que não aconteceram na realidade.

>Por outro lado, a circulação desse material exige atenção. Uma edição evidentemente humorística é diferente de uma manipulação apresentada de maneira enganosa, especialmente quando reproduz falas, acontecimentos ou situações que nunca existiram.

>Também é necessário distinguir iniciativas independentes de fãs de manifestações oficiais de artistas, partidos ou campanhas eleitorais.

>Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, a presença de Lula em videoclipes internacionais, cenas de novelas e memes brasileiros se torna mais um exemplo de como a disputa presidencial de 2026 também acontece no universo do entretenimento digital.

>A repercussão dessas publicações demonstra a capacidade de mobilização das comunidades de fãs, mas ainda não permite concluir qual será seu efeito sobre o comportamento dos eleitores nas urnas.

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