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Após vitória de Lula, Pedro Sánchez promete repetir virada na Espanha: “Vamos fazer o mesmo que ele fez no Brasil”

Publicado em 26/10/2026 às 18:56 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
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O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta segunda-feira (26) que pretende se inspirar na vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar repetir o resultado nas eleições gerais espanholas, marcadas para 29 de novembro. Durante um ato político realizado em Gijón, na região das Astúrias, Sánchez citou a reeleição do brasileiro como exemplo de mobilização eleitoral e fez críticas a lideranças da direita e da extrema direita internacional.

“Vamos fazer o mesmo que Lula fez no Brasil. O mundo está olhando para nós”, declarou o líder espanhol diante de apoiadores do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

A declaração ocorreu um dia após Lula conquistar seu quarto mandato presidencial, derrotando Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições brasileiras. O petista recebeu 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% do adversário, revertendo o resultado do primeiro turno, quando havia terminado atrás do candidato do PL.

Durante o discurso, Sánchez relacionou o cenário político brasileiro à disputa eleitoral espanhola e afirmou que a experiência de Lula demonstra, em sua avaliação, a possibilidade de mobilizar o eleitorado progressista mesmo diante de um cenário desfavorável.

O primeiro-ministro também questionou a aproximação de lideranças internacionais da direita com partidos conservadores espanhóis. Entre os nomes mencionados estavam o presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, e o líder do partido espanhol Vox, Santiago Abascal.

Sánchez perguntou por que essas lideranças demonstram interesse na política espanhola e argumentou que seu governo representa uma alternativa às propostas defendidas pela extrema direita.

“O mundo está olhando para nós”, afirmou, acrescentando que, em sua avaliação, a esperança é mais eficiente que o ódio para promover avanços nas sociedades.

A manifestação aconteceu durante um evento de pré-campanha do PSOE no recinto de exposições Luis Adaro, em Gijón. Sánchez esteve acompanhado de lideranças socialistas, entre elas Adriana Lastra, candidata ao Congresso pela região das Astúrias, e Adrián Barbón, presidente do governo regional.

Além das referências ao Brasil, o primeiro-ministro apresentou propostas para a próxima legislatura. Uma delas é reformar a Constituição espanhola para assegurar a atualização das aposentadorias de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), mecanismo que acompanha a inflação no país.

A medida foi apresentada como uma resposta às propostas dos partidos de oposição, especialmente o Partido Popular (PP), liderado por Alberto Núñez Feijóo, e o Vox, de Santiago Abascal.

A referência à eleição brasileira começou ainda pela manhã. Em publicação na rede social X, Sánchez parabenizou Lula pela vitória e afirmou que a recuperação eleitoral das forças progressistas poderia se repetir na Espanha.

“O que aconteceu no Brasil acontecerá na Espanha”, escreveu o primeiro-ministro, acrescentando que, em sua avaliação, a recuperação do campo progressista no cenário internacional havia começado.

A vitória de Lula repercutiu entre partidos e lideranças da esquerda espanhola, que passaram a utilizar o resultado brasileiro como referência para a mobilização eleitoral de novembro. O PSOE busca manter-se no comando do governo, enquanto o PP e o Vox disputam espaço político e defendem uma mudança na direção do país.

Apesar das comparações feitas por Sánchez, Brasil e Espanha possuem sistemas políticos diferentes. Enquanto o Brasil adota o presidencialismo, a Espanha funciona sob uma monarquia parlamentar, na qual a formação do governo depende da composição do Parlamento e das alianças entre os partidos.

A eleição espanhola acontecerá em 29 de novembro, pouco mais de um mês após a reeleição de Lula. Até lá, a vitória brasileira deve continuar sendo utilizada como referência política por setores da esquerda espanhola, embora o resultado no Brasil não permita antecipar o comportamento dos eleitores na Espanha.
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