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Paraíba

Secretária de Bayeux é alvo de busca na Operação Feudo; Prefeitura se manifesta sobre investigação

Atualizada em 22/09/2026 às 08:33 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A Prefeitura de Bayeux se manifestou nesta terça-feira (22) após a secretária municipal de Assistência Social e Segurança Alimentar, Ivoneide de Araújo Silva, ser alvo de um mandado de busca e apreensão durante a Operação Feudo. A investigação apura a atuação de um grupo suspeito de expulsar mais de 250 famílias de imóveis no município por meio de ameaças e violência armada.

Em nota enviada após a deflagração da operação, a Prefeitura informou que recebeu "com serenidade" as informações envolvendo a secretária e afirmou confiar nas instituições responsáveis pela investigação. A gestão também destacou que o caso deve respeitar o direito à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência.

A administração municipal repudiou ainda o que classificou como tentativas de utilização política do caso enquanto as investigações estão em andamento. A Prefeitura também defendeu o trabalho desenvolvido pela Secretaria de Assistência Social e Segurança Alimentar junto à população em situação de vulnerabilidade e informou que continuará acompanhando a apuração.

Ivoneide foi alvo de busca e apreensão durante a operação realizada nesta terça. A investigação busca esclarecer se houve eventual utilização do cargo público para beneficiar pessoas ligadas ao grupo investigado. Não há informação de mandado de prisão contra a secretária, e o cumprimento da busca não representa condenação ou comprovação de participação nos crimes investigados.

Operação investiga expulsão de famílias

A Operação Feudo foi deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba em conjunto com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba. Foram expedidos 21 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão na Região Metropolitana de João Pessoa.

Segundo atualização divulgada na manhã desta terça-feira, 16 pessoas haviam sido presas durante a operação.

A investigação aponta que mais de 250 famílias teriam sido obrigadas a deixar suas casas em Bayeux após ameaças e episódios de violência armada. Depois da saída dos moradores, integrantes do grupo investigado teriam assumido o controle dos imóveis e retirado bens deixados nas residências.

A Polícia Civil apura ainda suspeitas de agiotagem relacionada à tomada ilegal de imóveis, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por meio de transferências bancárias. A operação também busca atingir a estrutura financeira do grupo e recuperar imóveis que teriam sido tomados das famílias.

As investigações continuam para individualizar a participação dos alvos e esclarecer a eventual relação da secretária com pessoas investigadas na operação.
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