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Paraíba

Preso por morte de jovem lançada de ponte já saltou com criança no colo

Atualizada em 15/06/2026 às 14:19 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram


>O nome de Luis Felipe Feliciano Egoroff, um dos investigados pela morte da estudante Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, ganhou ainda mais repercussão nas redes sociais após usuários resgatarem vídeos antigos publicados por ele durante práticas de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP).

>Luis Felipe é apontado como proprietário da empresa Entre Cordas, responsável pela venda do salto realizado por Maria Eduarda no último sábado (13). A jovem morreu após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar conectada ao sistema de segurança.

>Após a tragédia, internautas passaram a compartilhar registros antigos publicados pelo próprio empresário. Em um dos vídeos que circulam nas redes sociais, Luis Felipe aparece realizando um salto com uma criança. As imagens reacenderam o debate sobre a participação de menores de idade em esportes radicais considerados de alto risco.

>A repercussão aumentou porque o vídeo passou a ser analisado sob uma nova perspectiva após o acidente fatal envolvendo Maria Eduarda. Muitos usuários questionaram os protocolos adotados pela empresa e levantaram dúvidas sobre os limites de segurança em atividades desse tipo.

Tragédia colocou empresa no centro das investigações

>Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morreu durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto, estrutura conhecida pela prática de esportes radicais no interior paulista.

>Imagens gravadas por testemunhas mostram o momento em que a jovem é impulsionada pelos instrutores sem estar presa à corda de segurança. Pouco depois do salto, é possível ouvir pessoas gritando ao perceberem a falha.

>A Polícia Civil investiga o caso como homicídio com dolo eventual, quando há assunção do risco de provocar a morte.

>Dos seis envolvidos na operação do salto, três permanecem presos. Entre eles está Luis Felipe Feliciano Egoroff.

>Em depoimento à polícia, o empresário afirmou que a equipe dividia as responsabilidades de instalação e conferência dos equipamentos. Quando questionado sobre quem deveria ter realizado a verificação final antes do salto de Maria Eduarda, respondeu que não se recordava.

>Em entrevista exibida pelo Fantástico, o advogado dos investigados, Rafael Gomes dos Santos, afirmou que os funcionários seguem abalados e não conseguem explicar como ocorreu a falha que resultou na morte da estudante.

Outro vídeo com criança também voltou a circular

>Além das imagens envolvendo Luis Felipe, outro vídeo publicado anteriormente por uma praticante de esportes radicais também voltou a viralizar após o acidente.

>Nas imagens, uma mulher aparece saltando da mesma Ponte do Esqueleto com uma criança presa às costas. O conteúdo já havia provocado debates nas redes sociais quando foi publicado originalmente, mas voltou a ganhar força após a morte de Maria Eduarda.

>Os dois casos ampliaram as discussões sobre a presença de crianças em atividades radicais que envolvem altura elevada, equipamentos especializados e riscos inerentes à prática.

Debate sobre crianças em esportes radicais ganha força

>Embora não exista uma legislação nacional específica proibindo a participação de menores em todas as modalidades de esportes de aventura, especialistas defendem que atividades desse tipo devem seguir protocolos rigorosos de segurança, além de critérios técnicos específicos para cada faixa etária.

>A repercussão dos vídeos envolvendo crianças ocorre justamente em um momento em que a segurança dessas atividades está sendo amplamente questionada por causa da tragédia registrada em Limeira.

>Nas redes sociais, muitos usuários passaram a defender regras mais rígidas para a participação de menores em esportes radicais, enquanto outros argumentam que a prática pode ocorrer de forma segura quando realizada por empresas especializadas e com equipamentos adequados.

Paraíba também já discutiu segurança em atividades de aventura

>A discussão sobre segurança em esportes radicais não é exclusiva de São Paulo.

>Na Paraíba, o Pêndulo da Pedra da Boca, em Araruna, teve as atividades suspensas temporariamente em 2025 após recomendação do Ministério Público da Paraíba (MPPB). A medida foi adotada pela Sudema como parte de um processo de regularização e revisão das condições de operação da atividade dentro da unidade de conservação estadual.

>O episódio demonstrou a preocupação crescente dos órgãos de fiscalização com práticas de aventura que envolvem riscos elevados e atraem turistas em busca de adrenalina.

>Enquanto as investigações sobre a morte de Maria Eduarda continuam, os vídeos antigos envolvendo crianças seguem alimentando o debate sobre responsabilidade, fiscalização e segurança em esportes radicais praticados no Brasil.

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