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Paraíba

Padre denunciado por intolerância religiosa faz acordo com família de Preta Gil e deverá pedir desculpas em missa

Atualizada em 20/04/2026 às 22:12 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
A família da cantora Preta Gil firmou um acordo com o padre Danilo César, da paróquia de Areial, na Paraíba, em um processo por danos morais após declarações consideradas de intolerância religiosa feitas durante uma missa em 2025. O entendimento foi formalizado no dia 11 de abril e ainda depende de homologação da Justiça.

Pelo acordo, o religioso deverá fazer um pedido público de desculpas durante uma celebração transmitida ao vivo pelo canal da paróquia na internet. A retratação deverá citar nominalmente integrantes da família, incluindo o cantor Gilberto Gil, e reconhecer o caráter ofensivo das declarações.

Condições do acordo


O pedido de desculpas deverá ser realizado em até 30 dias úteis após a homologação judicial. Caso não cumpra a determinação, o padre poderá ser penalizado com multa de R$ 250 mil.

Também está prevista a doação de oito cestas básicas para uma instituição a ser indicada pela família. Com o acordo, o religioso evita o pagamento de uma indenização estimada em R$ 370 mil.

A Diocese de Campina Grande também integra o termo firmado no processo cível.

Histórico do caso


As declarações do padre ocorreram em julho de 2025, durante uma missa transmitida ao vivo. Na ocasião, ele fez associações entre a morte de Preta Gil e religiões de matriz afro-indígena, o que gerou repercussão e motivou denúncia por intolerância religiosa.

Além do processo cível, o religioso também firmou acordo na esfera criminal com o Ministério Público Federal, que incluiu medidas como participação em ato inter-religioso, realização de cursos sobre intolerância religiosa e produção de resenhas sobre obras relacionadas ao tema.

A investigação teve origem após denúncia de entidade religiosa da região, que considerou as falas ofensivas e discriminatórias.
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