Paraíba
Operação Lótus: Polícia Civil cumpre 29 mandados de prisão contra investigados por homicídios na Paraíba
Atualizada em 04/08/2026 às 10:01 Por Redação
De acordo com a PC, 19 das prisões ocorreram em unidades prisionais e tiveram como alvo investigados que já estavam custodiados. As demais foram realizadas em diferentes municípios paraibanos durante o cumprimento das ordens judiciais.
A operação é resultado de uma investigação que esclareceu 14 homicídios ocorridos ao longo de 2026. Segundo as apurações, os crimes estão relacionados à disputa por territórios entre organizações criminosas que atuam na região do Vale do Paraíba.
Ainda conforme a investigação, a sequência de assassinatos teve início após um rompimento entre antigas lideranças de uma facção criminosa. A divisão deu origem a grupos rivais, que passaram a disputar o controle territorial da região, provocando uma série de homicídios em Itabaiana e Pilar.
Além das prisões, a Polícia Civil apreendeu uma submetralhadora, uma pistola calibre .40 e um veículo que, segundo as investigações, foi utilizado na chacina registrada em Itabaiana no dia 1º de março deste ano, quando cinco pessoas foram mortas. Também estão sendo cumpridos mandados de busca para localizar outros veículos que teriam sido empregados nas ações criminosas.
As ordens judiciais são executadas em cidades como Itabaiana, João Pessoa, Campina Grande, Ingá, Itatuba, São Miguel de Taipu e São José dos Ramos. Também há cumprimento de mandados em celas do Presídio de Segurança Máxima PB1, da Penitenciária Desembargador Sílvio Porto e da Cadeia Pública de Pilar, com apoio da Polícia Penal.
Segundo a Polícia Civil, um dos investigados foi preso no bairro dos Estados, em João Pessoa. O homem era considerado foragido da Justiça e é apontado como suspeito de participação em um dos homicídios investigados.
A Operação Lótus mobiliza cerca de 120 agentes, entre policiais civis, policiais penais e equipes especializadas, além do apoio da Polícia Rodoviária Federal, do Corpo de Bombeiros Militar e do Grupamento Tático Aéreo (GTA).
O nome da operação faz referência à flor de lótus, símbolo de superação e renascimento, representando o objetivo de interromper os ciclos de violência e reforçar o enfrentamento às organizações criminosas na região.
As diligências continuam para localizar os cinco alvos restantes e dar continuidade às investigações.
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