A vítima, identificada como Maria Beatriz, procurou o Instituto de Polícia Científica para realizar exame de corpo de delito. Segundo ela, as agressões começaram depois que o casal passou a morar junto e teriam se repetido durante o relacionamento.
Beatriz também afirmou que evitou denunciar anteriormente porque era ameaçada pelo ex-companheiro. Segundo o relato, ele dizia que os familiares dela sofreriam consequências caso ela procurasse a polícia.
Vítima relata agressão e ferimento na cabeça
A mulher contou que um dos episódios mais recentes aconteceu há cerca de uma semana. Segundo Beatriz, o ex-companheiro teria a enforcado e batido a cabeça dela contra um guarda-roupa.
Ela também relatou uma agressão anterior com um cabo de vassoura, que teria provocado outro ferimento na cabeça.
Além da violência física, Beatriz afirma que era impedida de trabalhar por causa do ciúme do então companheiro. Segundo ela, chegou a deixar empregos e dispensar um funcionário do próprio estabelecimento após conflitos provocados pelo homem.
Separação teria intensificado ameaças
O casal se separou em fevereiro. Após o fim do relacionamento, segundo a vítima, o ex-companheiro passou a fazer acusações contra ela pelas redes sociais e as ameaças também teriam atingido os pais da mulher.
Beatriz afirma que decidiu procurar as autoridades após o comportamento passar a envolver diretamente seus familiares.
A vítima e o ex-companheiro têm um filho de 1 ano e 3 meses.
Medida protetiva foi concedida
Beatriz informou que já conseguiu uma medida protetiva contra o ex-companheiro e que está sendo acompanhada pela rede de proteção à mulher.
O caso deverá continuar sendo acompanhado pelas autoridades para apuração das denúncias e definição das medidas cabíveis.
Programa Antes que Aconteça
O caso também reforça a importância da prevenção e do acesso à rede de proteção às mulheres. Na Paraíba, o programaAntes que Aconteça, criado pela senadora Daniella Ribeiro, desenvolve ações de acolhimento e enfrentamento à violência, como as Salas Lilás, atendimento jurídico itinerante, capacitação de profissionais e campanhas de conscientização. Mulheres em situação de violência podem procurar ajuda pelo190, da Polícia Militar, em casos de emergência, ou pelo180, Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas, gratuitamente e de forma sigilosa.

