O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, anunciou nesta segunda-feira (21) a abertura de um procedimento administrativo para apurar as causas do acidente que provocou a morte do operário Manuel Oliveira durante as obras da Ponte do Futuro, em Cabedelo, na Grande João Pessoa.
Manuel foi encontrado morto no Rio Paraíba durante a tarde, depois de ficar submerso após a queda de uma estrutura metálica provisória utilizada na montagem da ponte.
Após a localização do corpo, Lucas foi ao local e afirmou que o trecho onde aconteceu o acidente deverá permanecer sem movimentação enquanto forem realizadas perícias e outras análises necessárias à investigação.
As demais frentes de trabalho do complexo rodoviário que não foram atingidas poderão continuar em atividade, segundo o governador.
Vítima foi identificada como Manuel Oliveira
Em pronunciamento à imprensa, Lucas lamentou a morte de Manuel Oliveira e afirmou que os familiares já haviam sido contactados.
Segundo ele, tanto o Governo do Estado quanto a empresa responsável pela execução da obra estão prestando assistência à família.
A empresa também disponibilizou profissionais de assistência social e psicologia para atender trabalhadores que estavam no local e colegas da vítima.
“Quero lamentar aqui a morte do senhor Manuel Oliveira”, afirmou o governador ao iniciar o pronunciamento.
Lucas disse que a prioridade imediata é o acolhimento às pessoas diretamente atingidas pelo acidente.
Mais de 70 bombeiros participaram da operação, diz governador
O governador afirmou que mais de 70 bombeiros militares foram mobilizados para a operação realizada após o acidente.
Mergulhadores, embarcações e outros equipamentos foram utilizados nas buscas.
Segundo Lucas, depois de localizado o ponto onde Manuel estava, os mergulhadores conseguiram retirar o corpo do fundo do rio e levá-lo à superfície.
O trabalhador havia desaparecido no fim da manhã, quando uma estrutura metálica utilizada como apoio durante a montagem da ponte caiu no Rio Paraíba.
Outros dois operários também estavam no equipamento e conseguiram retornar à superfície. Eles foram socorridos e, conforme as informações divulgadas durante o atendimento, não corriam risco de morte.
Secretaria de Infraestrutura vai investigar causas
Lucas informou que a Secretaria de Estado da Infraestrutura está abrindo um procedimento para esclarecer o que provocou a queda da estrutura provisória.
Segundo o governador, o equipamento funcionava como uma espécie de andaime utilizado pelos trabalhadores durante a montagem da ponte.
A investigação deverá analisar as condições da estrutura, os procedimentos adotados no momento do acidente e outros elementos que possam indicar por que o equipamento caiu.
“Temos que cobrar especialmente da empresa e acompanhar esse processo para poder esclarecer o que aconteceu, as causas desse acidente”, declarou.
Até o momento, portanto, não há conclusão técnica sobre a causa da ocorrência.
Governador relata situação dos cintos antes da queda
Durante o pronunciamento, Lucas também apresentou informações preliminares sobre a situação dos três trabalhadores que estavam sobre a estrutura.
Segundo o governador, dois deles já haviam retirado os cintos de segurança porque se preparavam para deixar aquele ponto da montagem. Manuel ainda permanecia conectado ao equipamento quando ocorreu a queda.
Lucas afirmou que o trabalhador também se preparava para deixar o local próximo ao horário do almoço, mas não teria conseguido retirar o equipamento de segurança antes do acidente.
Essa é, até o momento, a versão apresentada pelo governador com base nas informações preliminares disponíveis. A dinâmica deverá ser confrontada com os resultados da perícia e do procedimento administrativo.
Manuel estava preso pelo cinto à estrutura metálica e foi levado para a água junto com o equipamento.
Trecho do acidente ficará sem movimentação
Questionado sobre a continuidade da obra, Lucas afirmou que o ponto diretamente envolvido no acidente deverá ser preservado.
Segundo ele, a perícia e o procedimento aberto pela Secretaria de Infraestrutura precisarão analisar o local antes que qualquer atividade seja retomada naquele trecho.
“Naturalmente, nesse trecho em si não vai acontecer nenhuma movimentação agora”, declarou.
Isso não representa, segundo o governador, a paralisação de todo o complexo.
Lucas explicou que a obra possui outras frentes espalhadas pelo projeto rodoviário e afirmou que os trechos que não tiveram relação com o acidente poderão continuar.
Estrutura definitiva da ponte não foi atingida
O governador voltou a esclarecer que não houve desabamento da estrutura definitiva da Ponte do Futuro.
As primeiras informações divulgadas logo após a ocorrência chegaram a mencionar um possível colapso de parte da ponte.
Posteriormente, o Governo do Estado e os responsáveis pela construção informaram que o equipamento que caiu era uma estrutura provisória de apoio utilizada durante a montagem.
Segundo Lucas, não houve dano estrutural à ponte em construção.
A avaliação técnica das causas do rompimento ou queda desse equipamento provisório, entretanto, ainda será realizada.
Acidente aconteceu no fim da manhã
O acidente aconteceu próximo ao horário do almoço desta segunda-feira.
Três trabalhadores estavam no ponto de montagem quando a estrutura metálica caiu.
Dois conseguiram retornar à superfície e foram socorridos. Manuel ficou preso ao equipamento pelo cinto de segurança e permaneceu submerso.
Equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram imediatamente as buscas.
O corpo foi localizado entre 15h e 15h30, depois de horas de mobilização das equipes de emergência.
Agenda de campanha foi cancelada
Após o acidente, Lucas Ribeiro também cancelou os compromissos de campanha previstos para esta segunda-feira.
Entre eles estava a Plenária das Mulheres, que teria participação da primeira-dama Camila Mariz.
Antes da localização do corpo, o governador já havia informado que acompanhava a operação e havia determinado a mobilização das forças estaduais para as buscas.
Investigação deverá apontar responsabilidades
Além do procedimento anunciado pelo Governo do Estado, deverão ser considerados os levantamentos técnicos realizados no local para esclarecer a dinâmica do acidente.
Entre os pontos ainda sem resposta estão o que provocou a queda da estrutura provisória, quais eram as condições do equipamento e se todos os protocolos de segurança previstos para aquele tipo de serviço estavam sendo cumpridos.
Somente após essas análises será possível estabelecer tecnicamente as causas e eventuais responsabilidades pelo acidente.

