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Golpe com dados de funcionários pode ultrapassar R$ 400 mil em João Pessoa; mais de 20 pessoas procuram delegacia

Publicado em 03/11/2026 às 12:52 Por Redação
Foto: Divulgação / PC PB
Foto: Divulgação / PC PB
Mais de 20 pessoas procuraram a Polícia Civil, em João Pessoa, após descobrirem que seus dados pessoais teriam sido utilizados para a contratação de empréstimos e cartões de crédito sem autorização. O caso é investigado pela delegacia de Mangabeira e envolve uma ex-funcionária do setor administrativo de uma empresa e o namorado dela. Segundo a polícia, o prejuízo total pode ultrapassar R$ 400 mil.

De acordo com o delegado Lucas Sá, responsável pelas investigações, a suspeita trabalhava no setor administrativo da empresa e solicitava documentos e fotografias dos funcionários sob a justificativa de que precisava atualizar o sistema de identificação biométrica. Em algumas situações, ela própria teria fotografado os colegas.

A investigação aponta que as informações coletadas eram utilizadas para abrir contas bancárias e contratar cartões de crédito em nome das vítimas. Segundo o delegado, os cadastros apresentavam dados vinculados à funcionária e ao namorado, o que contribuiu para a identificação dos suspeitos.

O casal foi preso em flagrante na semana passada, mas recebeu liberdade após audiência de custódia realizada no dia 26 de outubro. Conforme a Polícia Civil, os dois não possuíam antecedentes de prisão e passaram a responder ao processo em liberdade.

Inicialmente, o prejuízo identificado era estimado entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. No entanto, após a repercussão da prisão, outros trabalhadores começaram a procurar a delegacia para relatar situações semelhantes. Com os novos registros, a estimativa de perdas financeiras passou a superar R$ 400 mil.

O delegado informou que algumas vítimas tiveram os nomes negativados em serviços de proteção ao crédito devido às dívidas contraídas sem autorização. A Polícia Civil pretende reunir os depoimentos e documentos para dimensionar o prejuízo e avaliar a necessidade de novas medidas judiciais contra os investigados.

A proprietária da empresa também relatou ter sido prejudicada. Segundo ela, a funcionária, que estava prestes a completar oito anos no estabelecimento, era responsável por realizar pagamentos de boletos e teria utilizado recursos da empresa para quitar faturas relacionadas às fraudes. A empresária afirmou ainda que seus dados pessoais e os de familiares, incluindo o pai de 75 anos, teriam sido utilizados para contratar empréstimos e cartões.

Ainda conforme a proprietária, a suspeita conquistou a confiança da administração ao longo dos anos. Ela relatou que, em algumas ocasiões, pagamentos apresentados como concluídos precisaram ser realizados novamente, o que levantou suspeitas sobre possíveis irregularidades financeiras.

A Polícia Civil continua ouvindo as vítimas e reunindo informações sobre as operações bancárias. A investigação busca identificar a extensão das fraudes e esclarecer a participação de cada envolvido. Até a última atualização, não havia manifestação da defesa do casal sobre as novas denúncias.

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