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Paraíba

Van apreendida com 174 tabletes de maconha em João Pessoa era alugada pela Prefeitura de Mataraca

Publicado em 03/11/2026 às 20:29 Por Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Uma van apreendida com 174 tabletes de maconha no bairro do Cuiá, em João Pessoa, estava vinculada a um contrato de locação firmado com a Prefeitura de Mataraca, no Litoral Norte da Paraíba. O veículo era utilizado para o transporte de profissionais de saúde do município e está registrado em nome de um delegado da Polícia Civil. O caso é investigado pelas autoridades.

O contrato de aluguel, no valor de R$ 261 mil e duração de 12 meses, foi firmado por meio do Fundo Municipal de Saúde com a empresa J P dos Prazeres Lucena, pertencente ao empresário João Paulo dos Prazeres Lucena. O acordo atual teve início em março de 2026 e prevê o transporte de profissionais de saúde entre João Pessoa e Mataraca.

A empresa mantém contratos com a administração municipal desde 2020. Conforme as informações divulgadas, os valores anuais dos acordos anteriores variaram entre R$ 173 mil e R$ 225 mil.

O veículo está registrado em nome do delegado Walter Brandão, que prestou depoimento à Polícia Civil na condição de testemunha. O empresário João Paulo dos Prazeres Lucena também foi ouvido pelos investigadores. Ambos afirmaram desconhecer a existência das drogas e disseram ter sido surpreendidos pela situação.

A apreensão aconteceu em uma oficina localizada no bairro do Cuiá. O responsável pelo estabelecimento, identificado como Geovani Rodrigues Fernandes, foi preso em flagrante. Durante o interrogatório, ele exerceu o direito de permanecer em silêncio.

Em nota, a Prefeitura de Mataraca informou que a van estava destinada exclusivamente ao transporte de profissionais de saúde e que eventuais utilizações fora das condições estabelecidas no contrato não são de responsabilidade da administração municipal.

O delegado Walter Brandão também se manifestou por meio de nota, afirmando desconhecer qualquer atividade ilícita envolvendo o veículo. Ele declarou confiar no trabalho das autoridades para esclarecer as circunstâncias da apreensão.

A Polícia Civil informou que instaurou um procedimento investigativo para apurar a origem e a destinação dos entorpecentes, além de identificar possíveis envolvidos no transporte e armazenamento da droga.

Até o momento, não há informação de que o delegado ou o empresário tenham sido indiciados. As investigações continuam para esclarecer como a van vinculada ao contrato municipal foi parar no local onde os entorpecentes foram encontrados.

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