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Paraíba

Gaeco apresenta nova denúncia na Operação Perfidus contra delegado, investigadores e mais quatro pessoas

Publicado em 04/08/2026 às 11:12 Por Redação
Foto Reprodução
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O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), apresentou uma nova denúncia, nesta segunda-feira (3), no âmbito da Operação Perfidus. A ação tem como alvos o delegado Braz Morroni, os investigadores de polícia Everton Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge, conhecido como “Mão Branca”, além de outras quatro pessoas, denunciadas pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Também passaram a integrar a denúncia José Alexandrino de Lira Júnior, conhecido como “Júnior Lira”, “JL” ou “Professor”; João Wicttor Alves de Lima, conhecido como “Vitor”; Brendo Roberth Fernandes Sobral, conhecido como “Breno”; e Paulo Ricardo Barbosa de Souza, conhecido como “Galinha”.

Segundo o Gaeco, os três agentes públicos denunciados seriam responsáveis por fornecer os entorpecentes, administrar os lucros da organização e definir a forma de comercialização das drogas. O Ministério Público sustenta que eles utilizavam a estrutura do Estado, incluindo viaturas, distintivos e informações privilegiadas, para desviar drogas apreendidas, ocultar a atuação do grupo e facilitar a distribuição do material ilícito.

Ainda conforme a denúncia, os demais investigados atuariam na comercialização, preparação, contabilidade e logística de distribuição dos entorpecentes em João Pessoa, municípios do Sertão paraibano e também no Rio Grande do Norte.

Pedidos do Ministério Público

Além da condenação dos denunciados, o Gaeco requer à Justiça a perda dos cargos públicos dos três agentes estatais, caso haja condenação definitiva, sob o argumento de que as condutas atribuídas são incompatíveis com o exercício da função pública.

O Ministério Público também pede o perdimento de veículos, bens e ativos financeiros bloqueados ou apreendidos durante a Operação Perfidus, ou de seus respectivos valores equivalentes, para impedir a utilização do patrimônio supostamente obtido com a atividade criminosa.

Outro pedido é a condenação dos envolvidos ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, em regime de solidariedade.

Esta é a terceira denúncia apresentada pelo Gaeco contra os agentes públicos investigados. No último dia 24 de julho, eles já haviam sido denunciados pelos crimes de furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual.

Operação Perfidus

A Operação Perfidus foi deflagrada em 2 de junho pelo Gaeco e pela Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da Unidade de Inteligência Policial (Unintelpol), com apoio da articulação Convergência Nacional.

De acordo com as investigações, o grupo é suspeito de desviar drogas apreendidas em operações policiais e comercializar os entorpecentes, inclusive dentro do sistema prisional. O Ministério Público também aponta que registros policiais teriam sido manipulados para dar aparência de legalidade às ações e que informações sigilosas eram repassadas a integrantes do tráfico.

Durante a operação foram cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e ativos financeiros dos investigados.

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