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Paraíba

Esposa de Cabo Gilberto, que concorreu à vaga de vice governadora, chama Paraíba de “estado miserável“

Publicado em 27/10/2026 às 11:30 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
A advogada Nayana Pontes (PL), esposa do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) e ex-candidata a vice-governadora da Paraíba na chapa de Efraim Filho (PL), provocou repercussão nas redes sociais após compartilhar publicações com críticas a eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre as manifestações está uma resposta em que a Paraíba é chamada de “estado miserável”, divulgada após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).

Em uma das publicações compartilhadas pelo perfil oficial da advogada, aparece uma mensagem direcionada aos brasileiros que votaram no presidente reeleito. O conteúdo sugere que apoiadores de Lula não procurem pessoas contrárias ao petista para solicitar ajuda financeira ou profissional.

“Aviso a quem fez o L. Nesses próximos quatro anos, não me peça ajuda, não me peça emprego, não me peça para comprar rifa, não me peça dinheiro emprestado”, diz a publicação.

Outra manifestação ocorreu durante uma discussão sobre o desempenho de Flávio Bolsonaro na Paraíba. Um internauta questionou a expectativa de que o candidato do PL alcançasse um milhão de votos no estado.

“Cadê um milhão de votos na Paraíba? Ficou na imaginação”, escreveu o usuário.

Na resposta atribuída a Nayana, aparece a declaração: “Pois é, que pena para um estado miserável como o nosso”.

Com a repercussão negativa da mensagem, a ex-candidata voltou a se manifestar e afirmou que a expressão não havia sido direcionada à população, mas à situação econômica da Paraíba.

“Não são os paraibanos. É o estado. É um estado muito pobre SIM. Dá um ‘gugu’”, escreveu Nayana, fazendo referência a uma expressão utilizada por Lula durante o último debate presidencial.

As manifestações ocorreram após uma votação expressiva de Lula na Paraíba. O presidente reeleito venceu Flávio Bolsonaro nos 223 municípios do estado e terminou o segundo turno com 1.794.059 votos, correspondentes a 67,46% dos votos válidos.

Flávio Bolsonaro recebeu 865.210 votos, o equivalente a 32,54%, ficando 134.790 votos abaixo da marca de um milhão mencionada na discussão. A diferença entre os dois candidatos na Paraíba foi de 928.849 votos.

Nayana Pontes disputou as eleições estaduais como candidata a vice-governadora na chapa encabeçada pelo senador Efraim Filho. A candidatura terminou o primeiro turno na segunda colocação, com 552.836 votos, equivalentes a 24,18% dos votos válidos. Lucas Ribeiro (PP) foi reeleito governador naquela votação.

Além das declarações sobre o resultado eleitoral, o perfil da advogada compartilhou um vídeo produzido por terceiros que incentiva empresários a demitir funcionários identificados politicamente com o Partido dos Trabalhadores.

A legislação brasileira estabelece proteção contra práticas discriminatórias no ambiente de trabalho. A demissão motivada exclusivamente por convicções políticas pode ser considerada discriminatória e resultar em consequências judiciais, incluindo indenizações e reintegração ao emprego, conforme as circunstâncias de cada caso.

O compartilhamento do vídeo, entretanto, não significa que Nayana tenha participado de demissões dessa natureza ou praticado diretamente alguma irregularidade trabalhista.

As publicações também trouxeram novamente à discussão declarações feitas pela advogada durante a campanha eleitoral na Paraíba.

Em agosto, durante o lançamento da candidatura à reeleição do marido, Cabo Gilberto Silva, em João Pessoa, Nayana afirmou que o Brasil não aguentava mais o que chamou de “essa raça de petistas”.

Dias depois, durante uma agenda política no interior do estado, a então candidata a vice-governadora adotou um discurso de aproximação com eleitores do presidente Lula.

Em entrevista ao jornalista Anderson Eliziário, Nayana defendeu que a escolha do petista para a Presidência da República não impediria o eleitor de apoiar Efraim Filho na disputa pelo Governo da Paraíba.

“Uma coisa não anula a outra”, afirmou na ocasião.

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