Em declaração pública, o parlamentar afirmou que a medida representa, segundo ele, uma forma de humilhação ao ex-presidente. Para Cabo Gilberto, Bolsonaro deveria cumprir a decisão em casa, sob cuidados da família. “A transferência do presidente Bolsonaro era para ser para sua casa, para ser cuidado pela sua esposa e seus filhos, e não para a Papuda ou Papudinha. Isso é mais um massacre”, afirmou.
O deputado também fez críticas severas ao Supremo Tribunal Federal, alegando perseguição política e comparando a situação do ex-presidente a outros casos recentes. “Estão querendo matar o presidente Bolsonaro aos poucos. Se ele morrer, a Suprema Corte estará com as mãos meladas de sangue, assim como foi com o Clezão”, declarou.
Ainda segundo o parlamentar, a oposição enfrenta dificuldades para reverter decisões judiciais por não possuir maioria no Senado Federal. Apesar disso, ele afirmou que continuará atuando politicamente. “Mesmo sendo minoria, vamos lutar para colocar o presidente Bolsonaro em casa e libertar os presos políticos. O Brasil vive uma ditadura que ninguém aguenta mais”, disse.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes autoriza, além da transferência, uma série de garantias ao ex-presidente, como assistência médica particular 24 horas, remoção imediata para hospitais em caso de urgência, desde que o STF seja comunicado em até 24 horas, além da realização de sessões de fisioterapia, conforme recomendação médica.
O despacho também permite visitas semanais da esposa Michelle Bolsonaro, dos filhos e de familiares próximos, em dias e horários previamente definidos, bem como assistência religiosa, participação em programa de remição de pena por leitura e a instalação de equipamentos de apoio e fisioterapia na acomodação, caso a defesa considere necessário.
Bolsonaro cumprirá a pena privativa de liberdade conforme determinado no julgamento da Ação Penal 2668, seguindo as regras estabelecidas pelo sistema penitenciário do Distrito Federal e sob supervisão do Supremo Tribunal Federal.

