A reabertura marca o fim de um período de interdição adotado para apuração do caso e revisão dos protocolos internos. Inicialmente, a Prefeitura havia informado que o retorno das atividades ocorreria com limitação de visitantes, mas, nesta segunda-feira (15), confirmou que a visitação será liberada sem restrições de público.
Com a retomada, o parque passará a fechar apenas às segundas e terças-feiras, funcionando de quarta a domingo.
Segundo a Prefeitura de João Pessoa, a reabertura ocorre após a implementação de um plano de segurança voltado a ampliar a proteção de visitantes, servidores e animais. Entre as ações adotadas estão o reforço das barreiras físicas, a reorganização dos percursos internos, o aumento da vigilância permanente e a criação de protocolos específicos para recintos de animais silvestres, com atenção especial aos felinos.
Também foram revisadas as rotinas de manejo e bem-estar animal, como parte das medidas para evitar novos incidentes.
Também foram revisadas as rotinas de manejo e bem-estar animal, como parte das medidas para evitar novos incidentes.
A tragédia ocorreu no domingo, 30 de novembro, quando Gerson de Melo Machado, de 19 anos, entrou no recinto de uma leoa durante o horário de funcionamento do parque. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o jovem escalando uma estrutura lateral, utilizando uma árvore como apoio e, em seguida, sendo atacado pelo animal.
De acordo com informações da Prefeitura, Gerson escalou uma parede com mais de seis metros de altura, ultrapassou as grades de segurança e acessou o espaço da leoa. A Polícia Militar e o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) foram acionados, e o zoológico foi imediatamente fechado, com a suspensão das visitas.
Segundo o veterinário Thiago Nery, o animal ficou em estado de choque, mas respondeu aos treinamentos realizados pela equipe, o que permitiu o controle da situação sem o uso de armas ou tranquilizantes.
A leoa Leona, envolvida no ataque, não será sacrificada. Nascida no próprio zoológico há 19 anos, ela passou por um quadro intenso de estresse após o episódio e segue sob cuidados da equipe técnica e veterinária da Bica.
Segundo o veterinário Thiago Nery, o animal ficou em estado de choque, mas respondeu aos treinamentos realizados pela equipe, o que permitiu o controle da situação sem o uso de armas ou tranquilizantes.
As apurações iniciais apontaram que não houve falhas estruturais no recinto, reforçando que a entrada ocorreu por ação voluntária da vítima.
