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Paraíba

Banco é multado em R$ 150 mil pelo Procon de Campina Grande por empréstimos e cartões não solicitados

Publicado em 11/11/2025 às 20:00 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
O Procon Municipal de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, aplicou uma multa de aproximadamente R$ 150 mil a um banco privado após constatar a realização de empréstimos e emissão de cartões de crédito sem autorização de uma idosa consumidora. O caso acende um alerta sobre golpes digitais e reforça a necessidade de atenção redobrada, especialmente entre o público idoso.

De acordo com o Procon, a mulher procurou o órgão após perceber descontos indevidos em sua conta bancária. A vítima relatou que três empréstimos e dois cartões haviam sido feitos em seu nome, sem que ela tivesse assinado qualquer contrato. Diante da denúncia, o órgão abriu investigação e concluiu que houve falha grave na segurança e na autorização das operações, resultando na sanção aplicada à instituição financeira.

O coordenador do Procon Municipal, Valdenir Santana, destacou que o caso serve de exemplo para que consumidores — principalmente idosos — fiquem atentos a movimentações suspeitas. “O público idoso é o principal alvo desses golpes. Existe uma lei estadual que proíbe a contratação de empréstimos por meios digitais por parte de pessoas idosas. Nesses casos, a assinatura física é obrigatória”, explicou.

Santana também orientou que os consumidores não forneçam dados pessoais por telefone, não compartilhem senhas, desconfiem de ofertas exageradas e nunca realizem contratos sozinhos. Ele reforçou ainda a importância do acompanhamento de familiares durante qualquer negociação financeira.

O coordenador ressaltou que o Procon de Campina Grande está disponível para orientações e denúncias presenciais, na sede localizada na Rua Prefeito Ernani Lauritzen, nº 226, no Centro da cidade. O órgão também distribui cartilhas educativas com informações sobre direitos do consumidor e boas práticas de segurança digital.

Segundo o Procon, ações de fiscalização semelhantes continuarão sendo realizadas para coibir práticas abusivas e garantir proteção ao consumidor, especialmente em tempos de crescimento dos golpes financeiros online.

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