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Cultura

Sexta-feira 13: por que a data ganhou fama de azarada ao longo da história

Publicado em 13/02/2026 às 08:00 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
Para muita gente, a sexta-feira 13 é apenas mais um dia no calendário. Para outros, é sinônimo de má sorte, superstição e até de certo desconforto. A origem dessa fama, no entanto, não está ligada a um único episódio, mas sim a uma combinação de referências históricas, religiosas e culturais que se fortaleceram com o passar do tempo.

Curiosamente, essa superstição não é igual no mundo todo. Em países de língua espanhola e na Grécia, por exemplo, o dia visto como azarado é a terça-feira 13. Já na Itália, a data que carrega esse estigma é a sexta-feira 17. Em várias culturas orientais, por sua vez, a sexta-feira 13 não tem qualquer significado especial.

Um dos episódios históricos mais citados para explicar a má fama da data aconteceu em 13 de outubro de 1307, que caiu justamente em uma sexta-feira. Naquele dia, o rei Filipe IV da França ordenou a prisão em massa dos Cavaleiros Templários, acusando-os de heresia. A perseguição marcou a história medieval e acabou sendo associada à ideia de que a data estaria ligada a acontecimentos negativos.

Além da história, a religião também contribuiu para reforçar essa percepção. Na tradição cristã, a sexta-feira é lembrada como o dia da crucificação de Jesus Cristo, o que ajudou a associar o dia da semana a tragédias. Já o número 13 ganhou uma conotação negativa por causa da Última Ceia, que reuniu Jesus e seus 12 discípulos, totalizando 13 pessoas à mesa, sendo Judas, o traidor, o último a chegar.

A mitologia nórdica apresenta uma narrativa semelhante. Um banquete com 12 deuses teria sido interrompido pela chegada de um 13º convidado indesejado, Loki, o deus da discórdia. O encontro termina em tragédia, o que ajudou a espalhar a crença de que reuniões com 13 pessoas poderiam trazer infortúnio.

Apesar dessas referências antigas, estudiosos apontam que a junção da sexta-feira com o número 13 como símbolo de azar só ganhou força de verdade a partir do século 19. Um dos responsáveis por popularizar essa ideia foi o escritor Thomas W. Lawson, autor do romance “Sexta-Feira 13”, que ajudou a difundir a superstição no mundo anglo-saxão.

No século 20, a cultura popular deu um empurrão definitivo nessa fama com a série de filmes “Sexta-Feira 13”, que transformou a data em sinônimo de terror para milhões de pessoas, mesmo sendo uma obra de ficção.

No fim das contas, a reputação da sexta-feira 13 é muito mais resultado de construções culturais, religiosas e históricas do que de qualquer fato comprovável. Para alguns, ela segue sendo apenas mais um dia comum; para outros, continua sendo um prato cheio para superstições e histórias curiosas que atravessam gerações.

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