Conhecido por sua atuação no jornalismo policial, Fernandes utilizou seu espaço no rádio para abordar um tema diferente da rotina diária e fez um desabafo em defesa do forró tradicional e dos artistas que ajudaram a construir a história dos festejos juninos.
Durante sua fala, o comunicador criticou a presença de atrações de gêneros como rap, funk, sertanejo, samba e pagode nas programações juninas, especialmente no São João de Campina Grande. Para ele, a festa tem perdido parte de sua essência ao abrir espaço para artistas que não possuem ligação direta com a cultura junina.
Um dos exemplos citados foi a apresentação do rapper Matuê na programação do evento, enquanto artistas tradicionais do forró ficaram de fora da grade principal.
“Quem vem para o Nordeste durante o São João quer viver a experiência da nossa cultura, do forró, da sanfona, do triângulo e da zabumba”, afirmou o apresentador durante o comentário.
Valorização dos artistas locais
O comunicador também defendeu uma maior valorização dos artistas nordestinos e das manifestações culturais que deram origem às festas de São João.
Debate divide opiniões
A discussão não é nova. Nos últimos anos, a presença de artistas nacionais de diferentes gêneros musicais em grandes festas juninas tem gerado debates entre produtores culturais, artistas, gestores públicos e amantes do forró.
Identidade cultural em pauta
Já os defensores da diversidade artística argumentam que a inclusão de diferentes estilos musicais fortalece o turismo, amplia a movimentação econômica e permite que os eventos alcancem públicos mais variados.

