João Pessoa ・ Quarta-feira ・ 03 de junho de 2026 ・ 26º C

Dólar R$ 5,02 ・ Euro R$ 5,84

Banner

Cultura

Casarão 34 recebe exposição ‘O tempo anda engavetado’, da artista visual Li Vasc

Publicado em 11/04/2024 às 12:26 Por Redação
Reprodução: PMJP / Divulgação
Reprodução: PMJP / Divulgação
A partir desta sexta-feira, dia 12, a Galeria Casarão 34, sob os auspícios da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), dará início à exposição "O tempo anda engavetado", concebida pela talentosa artista visual Li Vasc. Essa mostra singular mergulha na complexa relação humana com o tempo, especialmente destacando os impactos da pandemia de Covid-19, que redefiniu essa realidade de forma incontestável.


Até o dia 10 de maio, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, os visitantes terão a oportunidade de explorar gratuitamente as profundezas temáticas dessa exposição, que promete uma reflexão perspicaz sobre a condição humana em nossa era contemporânea. Marcus Alves, diretor executivo da Funjope, expressou sua satisfação ao receber essa exposição, ressaltando sua importância dentro do contexto cultural local e global.

A mostra "O tempo anda engavetado", com curadoria da renomada escritora e gestora cultural Aline Cardoso, apresenta uma variedade de mídias, incluindo cianotipias, vídeo, textos e instalações, todas concebidas por Li Vasc, uma artista visual de destaque e mestre em Literatura e Interculturalidade pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

Li Vasc contextualiza sua obra com uma citação de George Orwell, destacando como a pandemia alterou fundamentalmente nossa percepção de tempo e espaço. Ela observa como as medidas de distanciamento social, inicialmente destinadas a garantir segurança, acabaram por distorcer nossa compreensão do tempo e da proximidade humana.

Em meio às restrições impostas pela pandemia, Li Vasc argumenta que as pessoas foram obrigadas a redefinir suas experiências temporais, transcendendo os conceitos convencionais de tempo e adentrando um domínio mais subjetivo e interiorizado. Ela também destaca as disparidades sociais evidenciadas durante esse período, onde nem todos tiveram o privilégio de pausar ou proteger-se adequadamente.

"O tempo anda engavetado" emerge como mais do que uma simples exposição artística; é um convite para uma jornada reflexiva sobre nossa relação mutável com o tempo e a resiliência humana diante das adversidades contemporâneas.

Relacionadas