Cotidiano
Dois pés na frente e olho no tabuleiro: o recado silencioso de Nabor
Publicado em 24/01/2026 às 18:19 Por Redação
Mais do que uma presença formal, o encontro funcionou como um sinal público de alinhamento político. Karla oficializou apoio ao projeto de Nabor, Lucas Ribeiro, Aguinaldo Ribeiro e João Azevêdo. O discurso era afinado, o ambiente favorável, mas foi um detalhe da fala de Nabor que acabou chamando a atenção deste repórter.
Ao iniciar sua declaração, o pré-candidato recorreu ao conhecido jargão de “começar o ano com o pé direito”. Em seguida, ajustou a frase: “com os dois pés da frente”. A correção foi rápida, natural, mas com certo significado.
O cuidado com as palavras "dois pés" dialoga com um evento recente. Entre o fim de 2025 e o início de 2026, uma campanha das Havaianas, estrelada por Fernanda Torres, viralizou ao brincar justamente com a simbologia dos pés, da sorte e dos recomeços. O publicitáio alcançouo objetivo, se propagou, porém, no ritmo da polarização política. A expressão ganhou as redes e virou debate entre direita e esquerda, com direito a movimento por boicote à marca.
Filiado ao Republicanos, partido conhecido por ocupar uma posição de centro no cenário político nacional, Nabor constrói seu discurso com base no equilíbrio e na moderação. Essa postura se torna ainda mais evidente quando se considera que ele é pai de Hugo Motta, atual presidente da Câmara dos Deputados, cargo que exige diálogo permanente com diferentes forças políticas. Nesse contexto, avançar “com os dois pés” soa como uma metáfora adequada para quem precisa seguir sem se inclinar demais para nenhum lado.
Passada a simbologia, o discurso seguiu o roteiro esperado de um pré-candidato em consolidação. Nabor fez questão de destacar que sua pré-candidatura ao Senado não é um projeto individual, mas parte de um projeto coletivo, liderado pelo governador João Azevêdo, com foco na continuidade do desenvolvimento da Paraíba.
Ao falar de Conde, valorizou a identidade local: a força do turismo, o povo trabalhador e até a produção de inhame, citada como exemplo de potencial econômico já conhecido por ele. Um gesto típico de quem busca mostrar familiaridade com diferentes regiões do estado e conectar discurso político à realidade local.
No pano de fundo, o evento foi mais do que um ato de apoio. Funcionou como um ensaio de narrativa, uma demonstração de alianças e um teste de tom para a caminhada que se desenha até 2026. Nabor Wanderley parece saber que, na política atual, não basta caminhar. É preciso escolher bem cada passo. E, pelo visto, ele pretende seguir adiante com os dois pés firmes no chão.
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