Parte dos internautas classificou a cena como problemática e desconfortável, argumentando que Carla Perez não tem dificuldades de locomoção e que a imagem de uma mulher branca sendo carregada por um homem negro em meio à festa poderia reforçar leituras simbólicas sensíveis. Outros usuários, no entanto, saíram em defesa da artista, afirmando que se tratava de um momento espontâneo, sem intenção ofensiva, e que a interpretação negativa seria um exagero.
O episódio ocorreu justamente no dia em que Carla Perez comandou pela última vez o bloco infantil Algodão Doce, encerrando um ciclo de mais de 20 anos à frente do projeto. Antes do desfile, a artista se emocionou ao reunir a equipe e foi acompanhada pelo marido, Xanddy, pelos filhos Victor Alexandre e Camilly Victoria e pela nora, Jarline Batista.
Durante o cortejo, ela também desceu do trio e cantou no meio do público infantil.
As apresentações deste ano tiveram como tema “Sonho de Criança” e foram pensadas como uma celebração da infância e da trajetória do Algodão Doce e do trio Pipoca Doce. Carla aproveitou a despedida para homenagear Xuxa Meneghel, sua principal inspiração artística, lembrando nas redes sociais que foi observando a apresentadora que aprendeu a sonhar grande e a respeitar as crianças.
Criado em 2000, o Algodão Doce se tornou um dos blocos infantis mais tradicionais da folia baiana, com álbuns voltados ao público infantil, prêmios e o título Hors Concours no Dodô & Osmar após vencer a categoria por dez anos consecutivos. A despedida já havia sido anunciada no ano passado, mas foi adiada após conversa com a filha, Camilly.
