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Três pacientes do Nordeste voltam a ter movimentos com polilaminina, mas equipe alerta para golpes

Publicado em 18/02/2026 às 13:30 Por Redação
Foto: Reprodução/ YouTube
Foto: Reprodução/ YouTube
Um tratamento experimental brasileiro com a polilaminina tem registrado resultados positivos em pacientes com lesões na medula espinhal. Segundo informações divulgadas por Mitter Mayer, que coordena o grupo de trabalho da polilaminina no estado do Espírito Santo, 23 pacientes que estavam paralisados já conseguiram apresentar algum grau de movimento após receberem a substância. Eles são de diferentes estados brasileiros, incluindo um do Maranhão, um da Bahia e um do Rio Grande do Norte. O trabalho é realizado sob supervisão da bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ, responsável pela descoberta do composto.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Mitter afirmou que os números vão além dos dados iniciais divulgados. “Seis pacientes participaram do estudo clínico acadêmico, mas, no uso compassivo, com autorização da Justiça, já passaram de 20 pacientes e a maioria apresentou resultados”, disse. O uso compassivo é autorizado em situações específicas, enquanto o medicamento ainda não tem liberação da Anvisa para comercialização.

De acordo com o coordenador, os 23 pacientes tratados até agora estão distribuídos por vários estados: Espírito Santo (5), Paraná (4), Rio de Janeiro (4), Minas Gerais (3), São Paulo (2), além de Rio Grande do Norte (1), Mato Grosso do Sul (1), Goiás (1), Bahia (1) e Maranhão (1). As equipes médicas se deslocam até os hospitais para realizar a aplicação da injeção, conforme informou Mitter.

A polilaminina é descrita como um medicamento inovador desenvolvido a partir da proteína laminina, encontrada na placenta humana. A proposta do tratamento é estimular a regeneração de neurônios, reestabelecer conexões nervosas lesionadas na medula e, com isso, devolver movimentos e sensibilidade a pessoas com tetraplegia ou paraplegia.

Apesar da repercussão, os responsáveis pelo projeto fazem um alerta contra a desinformação. Mitter afirmou que perfis falsos têm usado o nome da pesquisadora para tentar aplicar golpes. Segundo ele, a Dra. Tatiana Sampaio não possui redes sociais. “Não acreditem nesses perfis. O único caminho para buscar a polilaminina é por meio do laboratório Cristália, parceiro da pesquisa e único responsável pela produção do medicamento”, reforçou.

Em nota, o Cristália informou que a polilaminina não está à venda, justamente por ainda não ter sido aprovada pela Anvisa. Atualmente, o acesso ocorre apenas por decisão judicial, dentro do chamado uso compassivo, em casos específicos e dentro da chamada janela terapêutica ideal.

A equipe de pesquisa afirma que novos estudos seguem em andamento para avaliar a segurança e a eficácia do tratamento, inclusive em casos crônicos. Enquanto isso, os dados iniciais continuam sendo acompanhados por especialistas e autoridades de saúde, em um processo que ainda é considerado experimental, mas que vem gerando expectativa entre pacientes e familiares.

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