Brasil
STF começa a julgar militares e agente da PF envolvidos em plano golpista
Publicado em 11/11/2025 às 10:00 Por Redação
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo planejou e executou ações contra autoridades dentro do esquema “Punhal Verde e Amarelo”, que previa até a eliminação de Lula, Alckmin e ministros do STF para provocar caos e justificar um decreto de exceção.
Entre os réus estão nove militares e um agente da PF: Bernardo Corrêa Netto, Estevam Theophilo, Fabrício Bastos, Hélio Lima, Márcio Resende Júnior, Rafael Oliveira, Rodrigo Azevedo, Ronald Araújo Júnior, Sérgio Cavaliere e Wladimir Soares.
A PGR aponta que cinco deles — Corrêa Netto, Bastos, Resende Júnior, Theophilo e Cavaliere — pressionaram colegas a aderir ao golpe, usando influência hierárquica e conhecimento militar. Em delação, Mauro Cid afirmou que Theophilo era o general que “tomaria a iniciativa” caso Jair Bolsonaro (PL) assinasse o decreto.
O plano usava codinomes de países e linhas telefônicas em nomes de terceiros, em uma operação chamada “Copa 2022”, abortada antes de ser concluída.
Os réus respondem por organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado Democrático de Direito e dano ao patrimônio da União. A PGR pediu condenação de nove acusados. Para Ronald Araújo Júnior, a denúncia foi requalificada para incitação ao crime, permitindo acordo de não persecução penal.
O julgamento é considerado decisivo para o avanço das investigações, que já levaram à condenação de 11 militares e podem atingir 21 réus no total.
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