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Nilvan Ferreira diz que transferência de Jair Bolsonaro é “cortina de fumaça”

Publicado em 15/01/2026 às 20:48 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
O pré-candidato a deputado federal pela Paraíba, Nilvan Ferreira, se manifestou de forma contundente nesta quinta-feira (15) após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, no Complexo da Papuda, em Brasília.

Para Nilvan, a medida não deve ser relativizada nem tratada como algo positivo. Segundo ele, há uma tentativa de normalizar o que considera uma injustiça. “Estão querendo fazer a gente aceitar e oficializar que o que estão fazendo com Bolsonaro é correto. Não é. Bolsonaro não cometeu crime. Mandar Bolsonaro para a Papuda ou Papudinha, tanto faz, é humilhação”, afirmou.

O comunicador também criticou setores que, segundo ele, estariam comemorando a decisão ou tentando enquadrar o ex-presidente como criminoso. Nilvan citou publicações nas redes sociais que celebram a transferência. “Tem gente comemorando e dizendo que chefe de organização criminosa tem que estar no presídio. Isso é uma armadilha. Não podemos cair nessa balela”, disse.

Ainda de acordo com Nilvan Ferreira, a decisão do STF teria dois objetivos claros: humilhar Bolsonaro e desviar a atenção da imprensa de outros fatos recentes. Ele aponta que o caso estaria sendo usado como cortina de fumaça. “Isso serve para tirar o foco de escândalos graves que vieram à tona, como tudo o que envolve o Banco Master e o que aconteceu ontem com a Polícia Federal e o ministro Dias Toffoli. Em menos de 30 minutos, sumiram esses assuntos da imprensa e só se fala em Bolsonaro”, declarou.

Nilvan reforçou que, na avaliação dele, o ex-presidente sequer deveria estar preso. “Bolsonaro já está injustiçado. Não era nem para estar condenado, nem para estar preso. O que tinham que fazer era mandar Bolsonaro para casa. Ele está doente, essa é a grande verdade”, completou.

A decisão de Alexandre de Moraes autoriza a transferência do ex-presidente da Superintendência da Polícia Federal para a Papudinha, além de garantir assistência médica 24 horas, remoção hospitalar em caso de urgência, sessões de fisioterapia, visitas regulares de familiares e assistência religiosa, conforme regras estabelecidas pelo STF e pelo sistema penitenciário do Distrito Federal.

Mais cedo, o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL), líder da oposição na Câmara, também criticou a decisão, classificando a transferência como mais um episódio de perseguição política e defendendo prisão domiciliar para Bolsonaro.

A transferência ocorre no âmbito do cumprimento da pena imposta ao ex-presidente no julgamento da Ação Penal 2668, com acompanhamento direto do Supremo Tribunal Federal.

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