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Motta notifica Eduardo Bolsonaro sobre processo que pode resultar na perda do mandato

Publicado em 10/12/2025 às 21:54 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), notificou nesta terça-feira (9) o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre o processo administrativo que pode culminar na perda do mandato do parlamentar por número de faltas às sessões.

Em março deste ano, Eduardo Bolsonaro solicitou licença de 120 dias e se mudou para os Estados Unidos com a família, alegando perseguição política. Desde 20 de julho, quando a licença terminou, o deputado não tem comparecido às sessões da Câmara dos Deputados.

De acordo com o documento oficial expedido por Hugo Motta, a perda do mandato pode ocorrer por Eduardo “ter deixado de comparecer, na presente sessão legislativa, à terça parte das sessões deliberativas da Câmara”, conforme prevê o parágrafo 3º do artigo 55 da Constituição. A notificação ainda determina que o parlamentar pode se manifestar por escrito em até cinco dias úteis.

Em postagem no Instagram, Eduardo Bolsonaro criticou o processo e afirmou que a medida poderia desrespeitar os mais de 700 mil votos que recebeu, acusando o procedimento de tentar “cassá-lo sendo inocente”. Ele também declarou que não pode retornar ao Brasil e que a situação impede o exercício de suas atividades na área de diplomacia legislativa.


O deputado também acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de bloquear emendas parlamentares de sua autoria, mesmo ainda estando em mandato.

Segundo Hugo Motta, Eduardo Bolsonaro já possui o número de faltas suficientes para a cassação do mandato. Em coletiva, Motta ressaltou que “é impossível o exercício do mandato parlamentar fora do território nacional” e explicou que o processo seguirá pelos trâmites regimentais, permitindo que o deputado apresente sua defesa antes da decisão final da Mesa da Câmara.


“Queremos concluir esse processo até a próxima semana”, afirmou Motta, destacando que a posição do plenário da Casa será determinante para o resultado, exceto no caso de Eduardo Bolsonaro, que será tratado diretamente pela Mesa da Câmara.

Além do processo na Câmara, Eduardo Bolsonaro é réu no STF pelo crime de coação. Em setembro, ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no inquérito que investiga a atuação do parlamentar junto às autoridades estadunidenses para pressionar o julgamento que condenou seu pai, Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.


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