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Marcelo Queiroga divulga carta em que Jair Bolsonaro critica ataques da direita a Michelle

Publicado em 01/03/2026 às 13:23 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
O pré-candidato ao Senado pela Paraíba e ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga divulgou, na manhã deste domingo (1º), uma carta escrita à mão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento foi publicado nas redes sociais do paraibano e teria sido redigido dentro da prisão, onde Bolsonaro cumpre pena por tentativa de golpe de Estado.

No texto, o ex-presidente critica o que classificou como ataques vindos de setores da própria direita contra aliados políticos e contra a esposa, Michelle Bolsonaro, que se lançou pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal.

Na carta, Bolsonaro afirma que lamenta as críticas direcionadas à ex-primeira-dama e pede que as disputas políticas ocorram com diálogo entre aliados.

“Dirijo-me a todos que comungam comigo dos mesmos valores — Deus, Pátria, Família e Liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”, escreveu.

Defesa de Michelle e recado a aliados


Bolsonaro também afirma que havia orientado Michelle a só entrar oficialmente na política a partir de março de 2026, alegando que ela estaria dedicada à família e aos cuidados com ele durante o período de prisão.

Segundo o ex-presidente, disputas eleitorais, especialmente para cargos majoritários como o Senado, devem ocorrer sem ataques internos dentro do próprio campo político.

“Numa campanha majoritária, bem como as cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados”, escreveu Bolsonaro.

Disputas internas na direita


A carta surge em meio a tensões dentro do campo bolsonarista sobre candidaturas ao Senado e à Presidência. Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis são apontadas como possíveis candidatas do Partido Liberal ao Senado pelo Distrito Federal.

Nos bastidores, também há divergências entre aliados do grupo político. Militantes e lideranças criticaram a postura de Michelle em relação à disputa presidencial, que tem como possível candidato o senador Flávio Bolsonaro.

Além disso, declarações de apoio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também geraram desconforto entre setores da direita.
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