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Brasil

Ex-ministro Raul Jungmann morre aos 73 anos em Brasília

Publicado em 19/01/2026 às 06:00 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
Morreu neste domingo (19), aos 73 anos, o ex-ministro Raul Jungmann, um dos nomes mais experientes da política brasileira nas últimas décadas. Ele estava internado no hospital DF Star, em Brasília, e faleceu em decorrência de um câncer no pâncreas.

Natural de Pernambuco, Raul Jungmann teve uma trajetória marcada pela atuação em diferentes governos e áreas estratégicas do Estado brasileiro. Ao longo da carreira, ocupou quatro vezes o cargo de ministro, além de ter comandado órgãos federais de grande relevância.

Durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Jungmann esteve à frente dos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. No mesmo período, também presidiu o Ibama e o Incra, atuando diretamente em temas ligados ao meio ambiente e à reforma agrária.

Já na gestão do ex-presidente Michel Temer, assumiu os Ministérios da Defesa e da Segurança Pública, sendo responsável por coordenar operações amparadas por decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o uso das Forças Armadas em estados atingidos por graves crises na área da segurança.

Desde 2022, Raul Jungmann presidia o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), entidade que representa o setor mineral no país. Em nota oficial, o instituto lamentou a morte do ex-ministro e informou que o velório será realizado de forma reservada, restrito a familiares e amigos próximos. A entidade destacou a atuação de Jungmann em um momento considerado decisivo para o setor, ressaltando sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação, ética e diálogo.

Mesmo enfrentando problemas de saúde, Jungmann seguia ativo no debate público, especialmente nas discussões sobre a exploração de minerais críticos e terras raras no Brasil. No ano passado, chegou a se reunir com representantes da Embaixada dos Estados Unidos, tratando do interesse internacional nesses recursos estratégicos, sempre destacando que o tema envolve decisões de Estado, conforme determina a Constituição brasileira.

A morte do ex-ministro gerou manifestações de pesar de lideranças políticas de diferentes espectros. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que Jungmann deixa “lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional”. O ex-presidente Michel Temer declarou que ele foi “um brasileiro que soube servir ao país”.

O senador Renan Calheiros destacou que o Brasil perde “um dos principais pensadores e formuladores da nação”. Já o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, classificou Jungmann como “um dos mais capacitados e éticos homens públicos”, ressaltando seu compromisso com o interesse público.

Entre governadores, Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, lembrou o papel de Jungmann na criação do Sistema Único de Segurança Pública, definido por ele como um marco na cooperação e coordenação das políticas de segurança no país.

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