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CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha em investigação sobre “sócio oculto“ e desvios

Publicado em 26/02/2026 às 14:11 Por Redação
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão é um desdobramento da investigação sobre desvios em benefícios de aposentados e pensionistas, esquema que também é alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Embora Lulinha não tenha sido alvo direto das ações da PF até agora, seu nome surgiu em depoimentos e trocas de mensagens que sugerem que ele seria um "sócio oculto" de Antonio Camilo Antunes, apontado como o operador do esquema.

O ponto central da suspeita envolve uma suposta "mesada" de R$ 300 mil que Lulinha receberia de Antunes, valor mencionado em conversas interceptadas e em depoimento de um ex-funcionário. A quebra de sigilo, solicitada pelo relator Alfredo Gaspar, permitirá que a comissão verifique se houve movimentações financeiras compatíveis com essas denúncias. Além de Lulinha, a CPMI mira o irmão do presidente, Frei Chico, que preside o sindicato Sindnapi, instituição que registrou um salto de 564% nos repasses do INSS em quatro anos.

O presidente Lula tem adotado uma postura de distanciamento público, afirmando que, caso as irregularidades sejam comprovadas, o filho deverá "pagar o preço". A aprovação desses requerimentos foi considerada uma vitória da oposição, que conseguiu furar o bloqueio da base governista em uma sessão marcada por confusão e votações em bloco. No mesmo pacote, também foram aprovadas a convocação do ex-ministro João Roma e a quebra de sigilo do Banco Master, investigado por fraudes bilionárias.
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