O plenário analisa um relatório relacionado às mensagens envolvendo o ministro e o ex-banqueiro. A sessão ocorre em meio a uma crise interna no Supremo e à repercussão política das revelações das últimas semanas.
Na abertura dos trabalhos, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, mencionou o momento de tensão vivido pelo tribunal e defendeu que a análise seja concentrada nos fatos e nas questões jurídicas.
“A decisão pertence ao plenário, não a um ministro individualmente”, declarou Fachin.
O presidente do STF também ressaltou que o tribunal não deve transformar a sessão em um julgamento pessoal dos envolvidos, mas avaliar juridicamente os elementos apresentados.
STF analisa se Moraes deve ser investigado
O que está em discussão é se os elementos reunidos são válidos e suficientes para justificar a abertura de uma investigação destinada a aprofundar a apuração sobre a relação entre Moraes e Vorcaro.
As revelações envolvendo o ex-banqueiro provocaram uma sequência de questionamentos dentro e fora do Supremo e aprofundaram divergências entre integrantes da Corte.
Fachin iniciou a leitura do relatório do processo após a abertura da sessão.
Paulo Gonet acompanha julgamento
A presença do chefe da Procuradoria-Geral da República chama atenção porque o nome dele também apareceu em informações relacionadas às mensagens e articulações atribuídas a Daniel Vorcaro.
A Procuradoria deverá apresentar seu posicionamento durante a análise do caso.
Caso Vorcaro provocou crise no Supremo
O material provocou questionamentos sobre as relações mantidas pelo ex-banqueiro com autoridades e sobre os procedimentos adotados para obtenção e divulgação das informações.
O caso também acentuou divergências entre ministros do Supremo, especialmente após decisões e manifestações relacionadas às investigações envolvendo o Banco Master.
A sessão desta terça-feira deverá definir os próximos passos da apuração e indicar se o material relacionado a Alexandre de Moraes poderá servir de base para uma investigação formal.

