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André Mendonça assume relatoria do caso Master e amplia protagonismo no STF em ano eleitoral

Publicado em 13/02/2026 às 17:03 Por Redação
Foto: Gustavo Moreno/STF
Foto: Gustavo Moreno/STF
O ministro André Mendonça foi sorteado, na noite da última quinta-feira (12), como o novo relator docaso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), assumindo o posto deixado por Dias Toffoli. A nova atribuição consolida Mendonça como uma das figuras mais influentes do Poder Judiciário em 2026, ano em que ele também exercerá a vice-presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em parceria com Nunes Marques. Além do caso Master, o magistrado já conduz a relatoria das investigações sobre fraudes no INSS, processo que é acompanhado com atenção pelo Governo Federal e pelo núcleo político do PT devido aos seus possíveis desdobramentos.

A escolha de Mendonça foi recebida com otimismo por setores da Polícia Federal, do Banco Central e por parlamentares como o senador Carlos Viana, relator da CPI do INSS, que classificou a indicação como uma notícia positiva devido ao perfil técnico atribuído ao ministro. Indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2021 sob a alcunha de "terrivelmente evangélico", Mendonça possui uma trajetória que inclui a chefia da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Justiça, além de sua atuação como pastor na Igreja Presbiteriana Esperança.

Sua ascensão à relatoria do caso Master ocorre em um momento de alta sensibilidade política, dada a proximidade do pleito eleitoral e a natureza das investigações acumuladas em seu gabinete. O histórico de sua chegada à Corte foi marcado por uma sabatina complexa no Senado, onde enfrentou resistência por meses antes de ser aprovado. Agora, com o controle de processos que impactam diretamente a administração pública e o sistema financeiro, Mendonça torna-se peça-chave no equilíbrio entre os poderes em Brasília.
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