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Paraíba

‘Sua medula pegou’: Escurinho se emociona ao receber alta após transplante no Hospital Laureano

Publicado em 15/10/2026 às 14:00 Por Redação


O cantor, compositor e percussionista Escurinho, nome artístico de Jonas Epifânio dos Santos Neto, protagonizou um momento de forte emoção no Hospital Napoleão Laureano, em João Pessoa, ao receber a notícia de que o transplante de medula óssea ao qual foi submetido apresentou a chamada “pega da medula”.

O momento foi divulgado nas redes sociais da unidade hospitalar nesta semana e rapidamente repercutiu entre admiradores do artista.

No vídeo, profissionais do hospital aparecem com um cartaz anunciando: “Sua medula pegou!”.

Ao perceber a surpresa preparada pela equipe, Escurinho se emociona e celebra o resultado como uma espécie de “renascimento”, além de agradecer pelo atendimento recebido durante o período de internação.

O que significa dizer que “a medula pegou”?

A expressão é utilizada pelas equipes médicas para indicar que as células transplantadas começaram a funcionar e o organismo voltou a produzir células do sangue em quantidade suficiente.

Esse processo é chamado tecnicamente de enxertia ou “pega da medula” e costuma ocorrer algumas semanas depois da infusão das células-tronco.

É um dos principais marcos na recuperação depois de um transplante.

A constatação de que a medula começou a funcionar pode permitir a alta hospitalar quando o paciente também apresenta boas condições clínicas. Mesmo assim, o acompanhamento médico continua sendo necessário após a saída do hospital.

Por isso, a frase apresentada pela equipe do Laureano tinha um significado que ia além da surpresa: indicava uma resposta positiva do organismo ao procedimento.

Escurinho vinha enfrentando tratamento de saúde

Escurinho havia tornado público nos últimos meses que enfrentava um período delicado de tratamento.

Em julho, artistas da Paraíba se reuniram no show beneficente “Ciranda para Escurinho”, realizado no Teatro de Arena do Espaço Cultural, em João Pessoa.

A apresentação reuniu nomes da música e da cultura paraibana e teve como objetivo ajudar no custeio dos cuidados de saúde do artista.

A mobilização contou com artistas como Chico César, Nathalia Bellar, Totonho, Titá Moura, Val Donato, Sandra Belê e integrantes da banda Labacé, entre outros.

Detalhes sobre o diagnóstico que levou ao transplante não foram confirmados nas informações públicas consultadas para esta reportagem.

Hospital retomou transplantes de medula neste ano

O tratamento de Escurinho acontece justamente no ano em que o Hospital Napoleão Laureano retomou a realização de transplantes de medula óssea pelo Sistema Único de Saúde na Paraíba.

O serviço começou a funcionar em 2026 e foi estruturado para evitar que pacientes paraibanos precisassem se deslocar para outros estados para realizar o procedimento.

Antes da retomada, pacientes que necessitavam desse tipo de tratamento eram encaminhados principalmente para unidades de Pernambuco e do Rio Grande do Norte.

A unidade preparou uma estrutura específica para os transplantes, com apartamentos adaptados e equipe especializada.

O Hospital Napoleão Laureano é referência no tratamento oncológico na Paraíba e fica no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa.

Quem é Escurinho?

Natural de Serra Talhada, em Pernambuco, Escurinho nasceu em 1962 e se mudou ainda criança para a Paraíba.

Ao longo da carreira, tornou-se um dos nomes ligados à música independente e à cultura popular do estado.

Cantor, compositor, percussionista e ator, construiu uma obra marcada pela mistura de gêneros como xote, reggae, rock, forró, baião, maracatu e coco de embolada.

Entre os trabalhos lançados estão os discos Labacê, Malocage e O Princípio Básico, além de projetos como Ciranda de Maluco.

Em 2025, recebeu o Título de Cidadão Pessoense, concedido pela Câmara Municipal de João Pessoa.

Neste ano, a Assembleia Legislativa da Paraíba também aprovou a concessão da Medalha Augusto dos Anjos ao artista, destacando sua contribuição à cultura paraibana e à música nordestina.

Alta não encerra acompanhamento

Apesar da celebração, a “pega” da medula e a alta hospitalar não significam necessariamente o encerramento do tratamento.

No período após o transplante, o organismo ainda passa por recuperação e o paciente normalmente segue acompanhado de perto pela equipe médica, já que a imunidade pode permanecer reduzida por algum tempo.

No caso de Escurinho, porém, o momento registrado pelo Hospital Laureano representa uma etapa importante dessa caminhada.

Entre lágrimas, abraços e o cartaz preparado pela equipe, a notícia de que “a medula pegou” transformou a saída do hospital em uma celebração compartilhada também com o público que vinha acompanhando seu tratamento.

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