A ponte sobre o Rio Paraíba, localizada no km 77 da BR-101, em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa, foi implodida na tarde deste domingo (8). A operação, realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), ocorreu conforme o planejamento inicial, segundo o órgão. A estrutura estava interditada desde março deste ano, quando sofreu um desabamento parcial.
Imagens registradas durante a operação mostram o momento da detonação dos explosivos e a queda da estrutura de concreto, seguida pela formação de uma nuvem de poeira sobre o Rio Paraíba. O procedimento faz parte das intervenções necessárias para a reconstrução da ponte.
Em entrevista após a implosão, Fábio Nunes, representante do DNIT, informou que a demolição ocorreu dentro do previsto. Segundo ele, a avaliação visual inicial indicou que a estrutura respondeu conforme o planejamento técnico.
“É tudo como esperado. Nós fizemos a implosão agora. Visualmente, ela cumpriu ali o cronograma de demolição que estava previsto”, afirmou.
Apesar da conclusão da implosão, a liberação do trânsito na BR-101 ainda depende de uma inspeção técnica. De acordo com Fábio Nunes, as equipes precisam verificar as condições da ponte paralela, que permanece em funcionamento e concentra o tráfego nos dois sentidos desde a interdição da estrutura danificada.
“Agora é só esperar a liberação da equipe de campo, para que a gente possa fazer a vistoria, a leitura dos equipamentos que estão instalados aqui na ponte que está funcionando, para em breve a gente fazer a liberação da 101”, explicou.
A operação exigiu a interdição total da rodovia, que faz a ligação entre João Pessoa e Natal, no Rio Grande do Norte. Os bloqueios começaram às 13h30, com previsão inicial de manutenção das restrições até as 17h30. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) ficou responsável pela organização do trânsito, com apoio de outros órgãos de segurança.
Durante o procedimento, foi estabelecido um perímetro de segurança de 300 metros ao redor da ponte, abrangendo áreas terrestres e aquáticas. A medida buscou impedir a aproximação de motoristas, moradores, pescadores e outras pessoas durante a detonação.
A ponte implodida já apresentava problemas estruturais antes do desabamento ocorrido em março de 2026. Desde setembro de 2025, o DNIT realizava inspeções e intervenções emergenciais no local. O colapso de um dos apoios provocou a queda de dois segmentos da estrutura, mas não deixou vítimas, já que o tráfego havia sido interrompido preventivamente.
Com a interdição, os veículos passaram a utilizar a ponte paralela, que opera provisoriamente nos dois sentidos. Durante a implosão deste domingo, os motoristas foram orientados a utilizar rotas alternativas pela BR-230 e pela PB-041, passando por municípios como Sapé e Capim, até retornar à BR-101 na região de Mamanguape.
O DNIT informou que a retomada da circulação depende da conclusão das avaliações dos equipamentos instalados na ponte em funcionamento. Até a última atualização, não havia confirmação oficial sobre a liberação do trecho. Também não foi divulgada uma data definitiva para a conclusão da reconstrução da estrutura implodida.estrutura.
