O episódio aconteceu durante uma atividade de campanha de Cícero Lucena (MDB), candidato ao Governo da Paraíba. A Justiça Eleitoral realizava uma fiscalização no evento quando identificou equipamentos que, segundo a equipe, estavam sendo utilizados de forma irregular. Entre eles estavam o sistema de som de um veículo e um painel de LED.
De acordo com o comandante do 1º BPM, os responsáveis receberam inicialmente uma orientação para não utilizar os equipamentos. Posteriormente, diante da continuidade da situação, a Justiça Eleitoral determinou que o som e o painel fossem desligados e pediu apoio à Polícia Militar para o cumprimento da ordem.
Segundo a versão apresentada pela PM, o responsável pelo equipamento afirmou que não cumpriria a determinação. Ele foi informado de que seria preso por desobediência e teria resistido à abordagem. Outras pessoas que estavam no veículo também teriam tentado impedir a atuação dos policiais, levando ao acionamento de reforço.
O tenente-coronel Bruno afirmou que a equipe da Justiça Eleitoral chegou a solicitar apoio policial com urgência diante do tumulto. Segundo ele, quando o reforço chegou, havia pessoas obstruindo a atuação das equipes e policiais militares teriam sido agredidos. Outros relatos publicados nesta sexta-feira também apontam agressões durante a intervenção.
Após a situação ser controlada, o homem foi conduzido para a Polícia Federal, responsável pelos procedimentos relacionados à ocorrência. Segundo a PM, o caso foi apresentado como resistência.
O homem conduzido, no entanto, apresentou uma versão diferente. Ele negou ter agredido policiais ou resistido à prisão, afirmou que apenas questionou a determinação e alegou ter sido vítima de uso excessivo da força durante a abordagem.
A assessoria da campanha informou que a coordenação jurídica estava apurando as circunstâncias do episódio.
VEJA O MOMENTO DA CONFUSÃO:

