No vídeo, gravado durante pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), Eliza Virgínia criticou a indicação e questionou a possibilidade de uma parlamentar transgênero ocupar a presidência da comissão, responsável por discutir políticas públicas voltadas às mulheres no âmbito do Congresso Nacional.
Durante a fala, a vereadora afirmou que pretende apresentar um requerimento de voto de protesto contra a eventual escolha de Erika Hilton para o cargo.
As declarações repercutiram nas redes sociais e em ambientes políticos, especialmente porque Erika Hilton tem sido alvo frequente de críticas de setores conservadores desde que passou a ocupar cargos públicos.
Eleita deputada federal por São Paulo em 2022 com mais de 250 mil votos, Erika Hilton é reconhecida como uma das primeiras parlamentares trans a atuar no Congresso Nacional. Antes disso, em 2020, foi eleita vereadora em São Paulo, tornando-se a mulher mais votada do país naquele pleito municipal.
A parlamentar também entrou para a história ao se tornar a primeira pessoa transexual a liderar uma bancada partidária no Congresso Nacional.
A manifestação de Eliza Virgínia não foi a única crítica à possível indicação. A ex-deputada distrital Julia Lucy (União Brasil) também se posicionou contra a escolha. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela afirmou discordar da possibilidade de Erika Hilton assumir a presidência da comissão e lançou um abaixo-assinado contra a indicação.
“Trata-se de um desrespeito a todas nós mulheres”, declarou Julia Lucy.
A parlamentar também chegou a ocupar o cargo de deputada federal como suplente, em duas ocasiões. Ela assumiu temporariamente o mandato na Câmara dos Deputados em 2022 e novamente em 2024, participando de comissões como a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e a Comissão de Desenvolvimento Econômico.

