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Paraíba

TRE rejeita recursos e mantém cassação do prefeito de Cabedelo, da vice e de vereador

Atualizada em 15/12/2025 às 19:41 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
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O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, nesta segunda-feira (15), rejeitar os embargos de declaração apresentados pela defesa do prefeito de Cabedelo, André Coutinho (Avante), da vice-prefeita Camila Holanda e do vereador Márcio Silva (União Brasil). Com a decisão, permanece válida a cassação dos mandatos determinada anteriormente pela Justiça Eleitoral.

Os recursos foram analisados em sessão plenária e, segundo o entendimento do tribunal, não foram identificadas falhas que justificassem a modificação do julgamento. Com isso, o TRE mantém o reconhecimento de abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024.

A partir da confirmação da cassação, o TRE deve comunicar oficialmente a Câmara Municipal de Cabedelo para adoção das providências legais. Pelo rito previsto, o presidente da Câmara, Edvaldo Neto, assume o comando do Executivo municipal de forma interina, cabendo a ele a convocação de novas eleições.

Ainda assim, existe a possibilidade de a defesa buscar medida liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso seja concedida, a decisão pode manter André Coutinho no cargo até o julgamento definitivo do recurso pela instância superior.

Origem da decisão


A cassação decorre de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), com base em investigações realizadas pela Polícia Federal no contexto da Operação En Passant.

O caso foi julgado inicialmente pelo TRE-PB em 17 de novembro, quando, por cinco votos a um, os magistrados decidiram pela perda dos mandatos do prefeito, da vice-prefeita e do vereador. Prevaleceu o voto do relator, juiz Kéops de Vasconcelos, que apontou a existência de elementos probatórios indicando que a chapa eleita tinha ciência da atuação de integrantes de grupos criminosos no contexto da administração municipal.

Na mesma decisão, o ex-prefeito Vitor Hugo foi condenado à inelegibilidade pelo período de oito anos.

Investigações eleitorais


De acordo com o Ministério Público Eleitoral, as apurações identificaram indícios de captação ilícita de votos, incluindo distribuição de benefícios, promessas de emprego vinculadas à prefeitura e transferências financeiras via Pix a eleitores. As provas foram reunidas durante as fases En Passant 1 e 2, deflagradas pela Polícia Federal com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

As investigações também apontaram a possível atuação de um grupo criminoso organizado, que teria exercido influência territorial no processo eleitoral. Entre os crimes investigados estão organização criminosa, coação ao voto, ameaça, lavagem de dinheiro e peculato.

Durante a apuração, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva em outubro e novembro do ano passado, tendo como alvos, entre outros, o então prefeito Vitor Hugo e o prefeito eleito André Coutinho.

Segundo nota, encaminhada à imprensa, o prefeito de Cabedelo, André Coutinho, afirma que recebeu com respeito, mas com profundo sentimento de injustiça, a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que rejeitou os embargos apresentados no processo eleitoral em curso.

André Coutinho lamentou o resultado do julgamento, por entender que não praticou qualquer irregularidade. A nota diz que a trajetória pública de André sempre foi pautada pela legalidade, pelo compromisso com a população e pelo respeito às instituições. Mesmo discordando da decisão, o André disse que respeita a Justiça Eleitoral e às decisões judiciais.

A nota ressaltou ainda que o processo ainda não se encerra. Lembrou que ainda cabem recursos às instâncias superiores e que serão apresentados.

"André Coutinho seguirá buscando a reparação dessa decisão junto ao Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, confiante de que a verdade dosfatos será reconhecida. Por fim, o prefeito agradece as manifestações de apoiorecebidas e reforça sua confiança na Justiça, mantendo aserenidade e a responsabilidade que sempre marcaram suaatuação pública", finaliza a nota.


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