Paraíba
STJ mantém prisão de policial civil investigado por desvio de drogas na Paraíba
Publicado em 21/10/2026 às 18:14 Por Lucas Rodrigues
Everton é um dos investigados na Operação Perfidus, deflagrada em 2 de junho deste ano, que apura a atuação de policiais civis em um suposto esquema de apropriação e comercialização ilegal de entorpecentes. Entre os envolvidos nas investigações também estão o delegado Braz Morroni de Paiva Júnior e o agente Eduardo Jorge Ferreira do Egito.
Ao analisar o pedido, o ministro considerou que a liberdade do investigado poderia representar risco de continuidade das atividades criminosas apontadas na investigação. A defesa, por sua vez, argumentou que a manutenção da prisão equivaleria a uma antecipação de pena e violaria o princípio da presunção de inocência. Os argumentos não foram acolhidos pelo relator.
A decisão ocorre após uma série de movimentações judiciais envolvendo os investigados. Em setembro, a 5ª Vara Criminal de João Pessoa chegou a expedir determinações de soltura em um dos processos, posteriormente tornadas sem efeito pelo juiz Salvador de Oliveira Vasconcelos.
Na ocasião, o magistrado esclareceu que os investigados permaneciam presos por força de decisões preventivas expedidas em outro processo. Por esse motivo, os alvarás de soltura anteriores não poderiam produzir efeitos sobre a situação prisional dos acusados.
As investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) apontam que os policiais teriam utilizado suas funções para desviar drogas apreendidas em operações e subtrair entorpecentes armazenados em imóveis.
Segundo o Ministério Público, os investigados recebiam informações sobre locais utilizados para guardar drogas, realizavam incursões e registravam oficialmente apenas uma parte do material recolhido. O restante teria sido destinado à comercialização ilegal, com obtenção de vantagens financeiras para os envolvidos e uma organização criminosa.
As suspeitas abrangem fatos que teriam ocorrido entre 2024 e 2026. Para fundamentar as acusações, o MPPB afirma ter reunido informações extraídas de aparelhos celulares, registros de geolocalização de viaturas, dados bancários e fiscais, documentos e depoimentos.
O Ministério Público também apresentou denúncias criminais contra o delegado e os dois agentes por crimes como furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual. Em uma das ações, o órgão solicitou a perda dos cargos públicos e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.
Além dos processos criminais, os três policiais são alvos de uma ação de improbidade administrativa. Nela, o MPPB pede o afastamento das funções públicas e o bloqueio de bens para assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos.
A tramitação dos processos também envolve uma discussão sobre a competência judicial para analisar parte das acusações. A definição deverá passar pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), enquanto a Vara Militar e de Crimes Envolvendo Organização Criminosa da Capital já responde pelo processo no qual foi determinada a prisão preventiva.
Em manifestação anterior, a defesa do delegado Braz Morroni afirmou que segue colaborando com a Justiça e questionou a divisão das investigações em diferentes ações judiciais. Não foi divulgado um novo posicionamento da defesa de Everton Aires sobre a decisão do STJ.
Com a negativa do habeas corpus, Everton permanece preso preventivamente. As investigações e os processos judiciais continuam em andamento, sem condenação definitiva informada no caso.
- Apoiadores de Flávio Bolsonaro ocupam Avenida Epitácio Pessoa em caminhada na reta final da campanha em João Pessoa
Apoiadores de Flávio Bolsonaro ocupam Avenida Epitácio Pessoa em caminhada na reta final da campanha em João Pessoa
Paraíba
- Almoço com Lucas e João tem cardápio político variado e um ingrediente em comum: 2028
Almoço com Lucas e João tem cardápio político variado e um ingrediente em comum: 2028
Paraíba
- Mulher relata assalto ao voltar da Vila Olímpica, em João Pessoa; câmeras registram movimentação na rua
Mulher relata assalto ao voltar da Vila Olímpica, em João Pessoa; câmeras registram movimentação na rua
Paraíba
