A ação é organizada pela Associação Guajiru, entidade que atua na proteção da vida marinha no litoral paraibano e convida a população para acompanhar de perto o momento em que as tartaruguinhas seguem para o mar.
Segundo a organização, o objetivo é aproximar a sociedade das ações de conservação e promover educação ambiental, além de reforçar a importância da proteção das espécies que utilizam as praias da Paraíba como áreas de desova.
Proteção das tartarugas no litoral paraibano
De acordo com a bióloga e presidente da ONG, Danielle Siqueira, há registros científicos de quatro espécies de tartarugas marinhas no estado:
- Tartaruga-de-pente
- Tartaruga-verde
- Tartaruga-oliva
- Tartaruga-cabeçuda
Segundo a especialista, todas são consideradas ameaçadas de extinção no cenário global. No Brasil, apenas a tartaruga-verde deixou recentemente essa classificação, embora continue protegida por legislação ambiental.
Monitoramento dos ninhos
A ONG estima cerca de 250 ninhos por temporada no litoral paraibano. Os nascimentos costumam começar em janeiro e atingem o pico em abril.
Um dos maiores desafios para os filhotes em áreas urbanas é a iluminação artificial, que pode desorientar os animais. Naturalmente, as tartaruguinhas seguem o brilho da lua e da espuma das ondas para encontrar o mar. Com a luz da cidade, muitas acabam caminhando na direção errada, o que aumenta o risco de morte por desidratação, atropelamento ou predadores.
Atuação em várias cidades do litoral
- João Pessoa – Bessa, Jardim Oceania, Manaíra, Jacarapé e Cabo Branco
- Cabedelo – Intermares, Ponta de Campina e Ponta de Matos
- Lucena
- Rio Tinto
- Baía da Traição
Convite ao público
A orientação da organização é simples: observar sem interferir, manter distância dos animais e seguir as orientações dos voluntários no local — garantindo que o momento siga sendo um espetáculo natural e seguro para os filhotes.

