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Paraíba

Servidores da Saúde ocupam gabinete do prefeito em protesto contra atrasos salariais em Campina Grande

Publicado em 11/02/2026 às 16:11 Por Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
Servidores municipais de Campina Grande, liderados pelo Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e Borborema (Sintab), ocuparam o prédio do gabinete do prefeitoBruno Cunha Lima (União Brasil) na manhã desta quarta-feira (11). A categoria protesta contra atrasos recorrentes no pagamento dos salários dos profissionais da Saúde.

A ocupação foi decidida em assembleia geral da categoria. Segundo o presidente do Sintab, Franklyn Ikaz, os profissionais enfrentam instabilidade nos pagamentos há 14 meses. A orientação do sindicato é que os servidores que ainda não tiveram os vencimentos depositados permaneçam no local, enquanto os demais devem retornar aos postos de trabalho.

Na última assembleia, a categoria decidiu que só paralisar não seria suficiente, porque os atrasos têm sido recorrentes", afirmou Ikaz, destacando que a situação obriga os profissionais a suspender o atendimento à população para reivindicar direitos básicos.

O histórico de tensões entre a gestão municipal e os servidores da Saúde inclui um movimento grevista em novembro de 2025, que foi suspenso após uma decisão judicial.


Em nota oficial enviada pela Coordenadoria de Comunicação (Codecom), a Prefeitura de Campina Grande garantiu que a regularização dos pagamentos seguirá o planejamento financeiro municipal pré-estabelecido. A gestão lamentou a ocupação, classificando a iniciativa do Sintab como "politização de uma pauta sensível".

A administração municipal reiterou que o diálogo é prioridade e que a superação das adversidades financeiras é um dever da gestão pública, mas criticou o que chamou de "oportunistas iniciativas de impacto midiático" por parte do sindicato. No texto, a prefeitura assegurou que os depósitos não serão efetuados por efeito da manifestação, mas sim por cronograma próprio.

Até o fechamento desta matéria, a ocupação continuava no prédio do gabinete. Não houve registro de confrontos, mas a mobilização afeta parcialmente o fluxo de atendimento em unidades de saúde onde os profissionais aderiram ao protesto para acompanhar a assembleia e a ocupação na sede do Poder Executivo.

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