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Paraíba

Servidoras são demitidas após foto durante atendimento em acidente com morte na Paraíba

Publicado em 19/12/2025 às 16:00 Por Redação
Foto: Reprodução/ Facebook
Foto: Reprodução/ Facebook
Duas servidoras da Prefeitura de Jacaraú, no Litoral Norte da Paraíba, foram demitidas após posarem para uma foto durante o atendimento a vítimas de um acidente de trânsito que resultou na morte de uma pessoa e deixou outra ferida. O caso ocorreu na terça-feira (16), em uma rodovia próxima ao município.

As servidoras atuavam como enfermeiras e estavam lotadas na Unidade de Saúde Dara Ribeiro. Segundo informações da diretora da unidade, Simone Teixeira, elas foram deslocadas para prestar atendimento em uma colisão envolvendo uma motocicleta e um carro. Enquanto aguardavam a chegada da Polícia Militar, as profissionais teriam posado para o registro fotográfico no local do acidente.

A imagem ganhou repercussão após ser compartilhada em redes sociais, o que motivou a demissão das servidoras na quarta-feira (17), um dia após o ocorrido. Em nota publicada nas redes sociais, a Prefeitura de Jacaraú informou que não compactua com condutas que contrariem os princípios da ética profissional, do respeito e do cuidado humanizado no serviço público.

A defesa das servidoras, representada pelo advogado Flauberthy Almeida, afirmou que a fotografia foi divulgada por outro servidor municipal, sem o consentimento das enfermeiras, em um grupo de aplicativo de mensagens. Segundo o advogado, o responsável pela divulgação teria alegado que a imagem seria destinada a “arquivos internos”.

Ainda de acordo com a defesa, a foto não expôs pacientes nem comprometeu o atendimento, e as profissionais teriam sido punidas sem a instauração de processo administrativo, sem direito ao contraditório e à ampla defesa. O advogado também sustenta que a eventual apuração de infração ética é de competência exclusiva do Conselho Regional de Enfermagem.

Em nota divulgada nesta sexta-feira (19), o Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) informou que não recebeu comunicação oficial sobre o caso. O órgão destacou a necessidade de apuração formal para verificar se houve falha na assistência prestada e afirmou que é preciso analisar se o estatuto do servidor prevê, de forma expressa, a proibição da conduta atribuída às servidoras.

O Coren-PB avaliou ainda que, diante das informações disponíveis até o momento, a demissão não se mostra razoável nem proporcional, ressaltando que qualquer responsabilização deve seguir os procedimentos legais e administrativos cabíveis.

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