A ação integra o programa Antes que Aconteça e tem como proposta formar mulheres das próprias comunidades para identificar sinais de violência e orientar vítimas sobre como buscar ajuda e denunciar agressões.
Segundo a senadora, as participantes passam por um processo seletivo e recebem capacitação para atuar como multiplicadoras de informação dentro de seus territórios.
“São mulheres da própria comunidade que passam por uma seleção e por um processo de capacitação para que possam conversar com outras mulheres, perceber se alguém está vivendo um ciclo de violência e orientar sobre como procurar os órgãos responsáveis para denúncia”, afirmou.O projeto é realizado em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e com a Fundação Oswaldo Cruz, responsável pelo acompanhamento técnico e científico da iniciativa.
Capacitação e bolsa
As selecionadas também receberão uma bolsa mensal de R$ 700 durante o período de capacitação.
A proposta é que as defensoras atuem diretamente em suas comunidades, ajudando a identificar situações de risco e orientando mulheres sobre os caminhos para buscar proteção.
“Até no início de um relacionamento, no namoro, elas podem aconselhar e alertar quando aquela relação parece mais controle do que cuidado. Muitas vezes a violência começa de forma silenciosa”, explicou a senadora.
Projeto começa pela Paraíba
De acordo com a organização, a iniciativa também contará com monitoramento científico para avaliar os impactos nas comunidades onde o projeto será implementado.
“Nós vamos acompanhar o programa de forma científica, avaliando o que mudou nas comunidades desde o início da ação. A expectativa é que possamos ampliar cada vez mais essa iniciativa”, destacou Daniella Ribeiro.

