Questionado sobre a aproximação de integrantes da família Cunha Lima, com exceção do prefeito de Campina Grande, ao projeto político do pré-candidato Cícero Lucena, o dirigente afirmou que a mudança de posição não o surpreende. Segundo ele, já era esperado desde as articulações de 2024 que Cícero deixaria de caminhar junto com o governo para atender o que chamou de "projeto pessoal".
“Eu, como dirigente do PSB, puxei esse debate internamente e de forma pública. Nunca senti a firmeza necessária de que caminharíamos juntos em 2026. Em 2024, facilitamos demais o caminho, e isso foi um debate que o partido não quis fazer naquela época”, afirmou.
Para o secretário, houve uma troca de um projeto coletivo por um projeto de poder pessoal, mas ele destacou que o assunto é página virada. “Agora é nosso adversário, vamos enfrentá-lo e vamos ganhar essa eleição em 2026, com Lucas governador”, declarou.
Pressão sobre a nominata
“Nenhum partido apresentou nominata ainda. Existe uma pressão descomunal sobre o PSB para tentar constranger o governador, mas isso não vai acontecer”, disse.
De acordo com ele, o partido trabalha para apresentar, até o final de março, uma chapa competitiva tanto para a Câmara Federal quanto para a Assembleia Legislativa, com o objetivo de, no mínimo, manter o tamanho da bancada do PSB no estado.
“O governador não será constrangido. No final de março, vamos apresentar uma nominata competitiva para o estadual e para o federal”, reforçou.

