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Paraíba

Secretário de Educação desmente Cícero Lucena sobre salários de temporários na Paraíba

Publicado em 03/09/2026 às 12:22 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
O secretário de Educação da Paraíba, Erivonaldo Alves, desmentiu nesta quarta-feira (2) o candidato ao Governo do Estado Cícero Lucena (MDB) após declarações de que servidores temporários da rede estadual receberiam salários mensais de até R$ 22 mil. A contestação ocorreu em resposta às acusações feitas durante debate na Rádio Campina FM, ocasião em que o gestor esclareceu que a remuneração máxima dos prestadores de serviço enquadrados nessa categoria é de R$ 6 mil, somada a R$ 600 de auxílio-alimentação.

Acúmulo de verbas extraordinárias no Portal da Transparência

De acordo com o secretário, os números apresentados pelo candidato do MDB refletem lançamentos extraordinários registrados pontualmente no Portal da Transparência, e não o vencimento mensal regular dos profissionais.

Erivonaldo Alves explicou que os montantes citados somam pagamentos de naturezas jurídicas e funcionais distintas efetuados em um mesmo mês, como verbas rescisórias, férias e 13º salário proporcionais, além de indenizações.

“É falsa a informação de que assistentes administrativos temporários da rede estadual recebam salários mensais de até R$ 22 mil”, afirmou o secretário.

Contestação sobre os dados funcionais

O titular da pasta da Educação ressaltou que a utilização de somatórios eventuais para criticar a gestão pública induz o eleitor a uma interpretação equivocada sobre a folha de pagamento do Estado.

“Os valores exibidos no Portal da Transparência reúnem, em um mesmo mês, pagamentos de naturezas distintas, como férias e 13º salário proporcionais, indenizações e outros lançamentos extraordinários”, pontuou Erivonaldo.

O gestor concluiu destacando a necessidade de diferenciação entre salário base e proventos acumulados por desligamento ou benefícios temporários. “Somar esses valores e apresentá-los como se fossem o salário mensal do servidor produz uma informação que não corresponde aos dados funcionais e financeiros registrados pelo Estado”, acrescentou.

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