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Paraíba

Saúde da Paraíba investiga suspeita de mpox em turista; período de incubação é ponto central

Publicado em 25/02/2026 às 18:30 Por Redação
Foto: Reprodução/NIAD
Foto: Reprodução/NIAD
A Secretaria de Saúde da Paraíba e a de João Pessoa estão monitorando o caso de uma jovem de 19 anos, residente do Rio Grande do Norte, que está internada em Mossoró com suspeita de mpox. A investigação foi aberta pelo fato de a paciente ter apresentado sintomas logo após retornar de uma viagem à capital paraibana, no último dia 18 de fevereiro.

No entanto, as autoridades de saúde de João Pessoa destacam um detalhe técnico importante: o cronograma dos sintomas. A jovem deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no dia 20 de fevereiro, apenas dois dias após deixar a Paraíba. Esse intervalo é considerado curto demais para o padrão da doença, já que o vírus exige um tempo maior para se manifestar no organismo.

Entenda o ciclo da doença;
De acordo com protocolos epidemiológicos, o diagnóstico de mpox segue critérios específicos de tempo e manifestação clínica:
• Período de Incubação: O intervalo entre o contato com o vírus e o surgimento dos primeiros sinais varia, geralmente, de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. No caso da turista, os sintomas surgiram em menos de 48 horas após sua saída de João Pessoa.
• Sintomas Apresentados: A paciente relatou mal-estar viral e o surgimento de lesões na pele (erupções cutâneas), que são a principal característica da infecção.
• Cenário na Paraíba: Até esta quarta-feira (25), o estado não possui casos confirmados de mpox. Das duas notificações registradas no ano, uma já foi descartada e esta segue em análise laboratorial.

Próximos Passos:
O material coletado da paciente foi enviado para análise e o resultado deve ser divulgado até o fim de semana. Enquanto aguardam a confirmação ou descarte pelo laboratório de referência, os médicos não descartam outras enfermidades que apresentam sintomas semelhantes, como varicela ou outras infecções virais cutâneas.
A Secretaria de Saúde de João Pessoa reforça que mantém a vigilância ativa, mas tranquiliza a população local, dado que o tempo de permanência da jovem na cidade não coincide, teoricamente, com a janela de infecção e manifestação da doença.
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